Gerenciando MySQL com o phpMyAdmin: Instalação

January 10th, 2010 Fabricio No comments

 

1. Introdução

O MySQL é um banco de dados popular que é bastante utilizado em aplicações Web.
Por exemplo, praticamente todo sistema de gerenciamento de conteúdo de portais tem suporte MySQL, as empresas de web hosting também

oferecem sempre, além de ser fácil instalar e começar a usar logo de cara. O banco de dados é software livre, o que indica que você pode baixar e usar à vontade, sem precisar pagar ou obter algum tipo de licença.

Mas uma vez que o banco de dados foi instalado, muita gente sente falta de um gerenciador para ele, algo que possa criar ou visualizar as tabelas, executar comandos SQL, mudar configurações de usuários, fazer backups do conteúdo e tudo mais. Uma ótima solução para fazer isto é usar o phpMyAdmin, uma poderosa ferramenta de gerenciamento MySQL feita inteiramente em PHP, o que significa que funciona em ambiente Web e por isso, na maioria dos sistemas operacionais e navegadores.

Segundo a documentação do programa, estas são as tarefas que o phpMyAdmin pode fazer atualmente:

  • Visualizar, remover, criar, copiar, renomear e alterar bancos de dados, tabelas, campos e índices.
    Manutenção do servidor, bancos de dados e tabelas, com sugestões para a configuração do servidor.
  • Executar, editar e guardar qualquer comando SQL, mesmo em série.
  • Carregar arquivos de texto em tabelas.
  • Criar ou ler dumps de tabelas e bancos de dados, com suporte à arquivos GZip, Bzip2, Zip (quando habilitados no PHP).
  • Exportar dados para vários formatos: CSV, XML, PDF, OpenDocument Text e Spreadsheet (ISO/IEC 26300), Word, Excel e LATEX.
  • Administrar múltiplos servidores de um único local/sistema.
  • Gerenciar usuários e privilégios do MySQL.
  • Verificar integridade referencial em tabelas MyISAM.
  • Usar Query-by-example (QBE) – Consulta por exemplo – para criar conslutas complexas conectando automaticamente as tabelas necessárias.
  • Criar gráficos PDF do layout dos bancos de dados.
  • Procurar em um banco de dados inteiro ou em alguma parte específica.
  • Transformar dados armazenados em qualquer formato usando funções pré-definidas.
  • Suporte ao tipo de tabelas InnoDB e chaves estrangeiras (foreign keys).
  • Suporte ao mysqli, uma extensão MySQL aprimorada.
  • 55 idiomas disponíveis

Versões Disponíveis

No momento deste tutorial, existem duas versões do phpMyAdmin disponíveis:

  • 2.11.x – Amplamente utilizado, necessário PHP 4.2 ou superior e MySQL 3.23.32 ou superior.
  • 3.x – Recentemente lançada, necessário PHP 5.2 ou superior e MySQL 5.0.12 ou superior.

Como a versão 3.x, desenvolvida por muito tempo, está agora estável e totalmente funcional, é recomendado que se utilize ela em novas instalações. Lembre-se de ter instalado as versões necessárias do PHP e MySQL para isso.

Em outros casos, a versão da série 2.x pode ser a melhor escolha para sistemas mais antigos. Lembre-se que ao usar esta versão, pode ser que você não encontre algum recurso que poderia estar na série 3.x.

Para baixar, basta entrar na página principal do phpMyAdmin e clicar nos links de download no canto superior esquerdo (Quick Downloads), você será redirecionado para o SourceForge e o download será feito do mirror mais próximo. Neste tutorial, baixei em formato .zip, mesmo preferindo o .bzip2.

2. Instalação

Tanto no Windows quanto no Linux, a instalação do phpMyAdmin é bem tranqüila. Neste tutorial estaremos usando a nova versão – 3.x – como referência. Entretanto, as instruções aqui também são válidas para a versão 2.11.x, que tem o processo de instalação bastante parecido.

Comece acessando o site do phpMyAdmin e obtendo o arquivo do programa. Recomendo pegar a versão contendo todas os idiomas (all languages) e codificação UTF-8. Sendo assim, pegue um dos dois arquivos (podendo variar a versão):

  • phpMyAdmin-3.0.0-all-languages.zip
  • phpMyAdmin-2.11.9.2-all-languages-utf-8-only.zip

A versão all-languages contém a tradução da interface para 55 idiomas e o idioma pode ser escolhido na configuração ou na hora que o usuário for usar o programa. A versão UTF-8 (a 3.0 já é totalmente utf-8 por padrão) permite que acentos e outros caracteres não-comuns de outras línguas sejam usados de forma unificada e suportada pelo navegador, sendo sempre uma boa opção.

Também, é recomendado você ter o seguinte disponível:

  • Extensão PHP mcrypt, para criptografia mais rápida/robusta;
  • Extensão PHP zip, bzip2, gzip, para compactação dos arquivos de importação/exportação;
  • Extensão PHP gd2, para visualização de thumbnails de imagens.

Descompacte o arquivo baixado no diretório onde as páginas estão sendo servidas. No Linux, por exemplo, podemos descompactar no /var/www (Debian ou derivados) ou /var/www/html:

$ cd /var/www
$ unzip ~/download/phpMyAdmin-3.0.0-all-languages.zip

No Windows, basta descompactar no diretório onde está configurado o htdocs do Apache. Por exemplo, C:\Apache2.2\htdocs.

Será criado um diretório do phpMyAdmin (o nome varia de acordo com a versão) com o conteúdo do programa. Para facilitar as coisas aqui, vou renomear o nome deste diretório para apenas phpmyadmin (tudo em minúsculo). Dica: no Linux criei um link simbólico.

O sistema agora já (!) está instalado. Se você tem o Apache + PHP configurados corretamente e funcionando, acesse:

http://localhost/phpmyadmin/

Nota: Substitua ‘localhost‘ pelo endereço IP ou nome do servidor que você instalou o phpMyAdmin. Nesse caso instalei na minha máquina local.

Você será presenteado com uma tela de erro, dizendo que o sistema não conseguiu acessar o banco de dados e que provavelmente você não criou uma configuração. Não é que ele está certo?

3. Configuração

Existem duas formas de se configurar o phpMyAdmin, editando manualmente a configuração ou utilizando um script de setup online que cria a configuração para você. Na minha opinião, editar o arquivo manualmente é mais fácil e rápido, por isso vamos começar dessa forma.

Abra o arquivo config.sample.inc.php, comece localizando a linha:

$cfg['blowfish_secret'] = '';

E colocando um valor qualquer e aleatório nesta variável, assim por exemplo:

$cfg['blowfish_secret'] = 'kldsf8235h2fp0sfj3othz4bhqn4209bus';

Essa é uma string aleatória que vai ser usada na hora de gerar a criptografia de algumas senhas.

Agora identifique as outras linhas:

$i++;
$cfg['Servers'][$i]['auth_type'] = 'cookie';
$cfg['Servers'][$i]['host'] = 'localhost';
$cfg['Servers'][$i]['connect_type'] = 'tcp';
$cfg['Servers'][$i]['compress'] = false;
$cfg['Servers'][$i]['extension'] = 'mysql';

Pode ser necessário mudar o valor do host para o IP do servidor. Mas como aqui estamos usando a própria máquina local, localhost serve. A configuração acima nos diz para o phpMyAdmin utilizar o sistema de autenticação cookie (usuário e senha são pedidos via formulário na página principal e lembrados até que o navegador seja fechado ou um tempo sem usar se passe), o servidor de banco de dados que será usado está em localhost, conectando via TCP (pode ser socket também), sem usar compactação de páginas no servidor (se seu Apache/PHP tiver, o que é bem provável, ative com true) e a extensão PHP que será utilizada é a mysql (se você possuir a extensão mysqli ativada, use-a no lugar).

Opcional: Se você quiser adicionar mais servidores de bancos de dados, sendo possível o usuário escolher na hora de login, basta apenas colocar as linhas anteriores novamente, modificando seus dados para refletir o novo servidor. Por exemplo, logo depois da confguração anterior, coloco as linhas:

$i++;
$cfg['Servers'][$i]['auth_type'] = 'cookie';
$cfg['Servers'][$i]['host'] = 'mysql.dominio.com.br';
$cfg['Servers'][$i]['connect_type'] = 'tcp';
$cfg['Servers'][$i]['compress'] = true;
$cfg['Servers'][$i]['extension'] = 'mysqli';

Desta forma além do banco de dados em localhost, poderei acessar também o banco de dados em mysql.dominio.com.br.

Depois de configurado esses parâmetros básicos, salve o arquivo como config.inc.php. Agora acesse novamente o endereço do phpMyAdmin no navegador:

http://localhost/phpmyadmin/

Login phpMyAdmin

Login phpMyAdmin

Desta forma o phpMyAdmin já foi configurado. O aviso na imagem vermelha indica que a extensão mcrypt do PHP não está instalada e que é recomendado que você instale e ative-a (no caso de estar usarmos o método de autenticação cookie, que é o nosso caso), caso contrário, a ferramenta ficará mais lenta ou até mesmo não funcionar (máquinas de 64-bits). Se você seguiu as recomendações anteriormente, isso não deverá aparecer ;-)

Ao se logar (aqui me loguei como root), vemos a seguinte tela:

Tela Principal phpMyAdmin

Tela Principal phpMyAdmin

A partir daí você já pode mexer na ferramenta como um todo, mas ainda há algumas coisas que podemos fazer para extender as funcionalidades do programa.

4. Extensão das funcionalidades

Além das funcionalidades básicas do phpMyAdmin – Criar usuários, tabelas, consultar, inserir, remover, importar, exportar, etc – é possível também extender a configuração para poder usar bookmarks, comentários, histórico de comandos SQL, geração de PDF dos dados, transformação de conteúdo, entre outros.

A razão por essas funcionalidades não estarem habilitadas por padrão é que elas necessitam de uma tabela própria no banco de dados, separado dos usuários. O processo consiste em criar um usuário especial do phpMyAdmin que será utilizado pela ferramenta transparentemente, habilitando assim as funcionalidades. Como isto pode ser muito útil, vamos aqui configurar!

4.1. Criando o usuário

Começamos criando um usuário chamado pma. Na própria ferramenta phpMyAdmin, depois de logado como root (administrador), selecione a aba Privilégios (Privileges).

Logo abaixo da tabela que será mostrada, clique em Adicionar novo usuário (Add new user).

Adicionar usuário no phpMyAdmin

Adicionar usuário no phpMyAdmin

Preencha com o nome do usuário, o local de onde ele vai se conectar (caso o phpMyAdmin esteja localizado em outro servidor sem ser o mesmo do banco de dados) e a senha. Marque também a opção Criar banco de dados com o mesmo nome e conceder todos os privilégios (Create database with same name and concede all privileges).

4.2. Criando o usuário via linha de comando

Caso queira usar a linha de comando e não o phpMyAdmin, no servidor, conecte-se ao banco de dados:

$ mysql -u root -p
Enter password: <digite a senha>
Welcome to the MySQL monitor.  Commands end with ; or \g.
Your MySQL connection id is 37
Server version: 5.0.51a-15-log (Debian)

Type 'help;' or '\h' for help. Type '\c' to clear the buffer.

mysql>

Crie um banco de dados chamado pma:

mysql> CREATE DATABASE pma DEFAULT CHARACTER SET utf8 COLLATE utf8_bin;

Depois crie o usuário chamado pma e dê todas as permissões do banco de dados pma:

mysql> GRANT ALL PRIVILEGES ON pma.* TO pma@localhost IDENTIFIED BY 'senha'
WITH GRANT OPTION;
mysql> FLUSH PRIVILEGES;

Pronto. CTRL+D para sair da linha de comando do MySQL.

4.3. Importando as tabelas

Agora será necessário importar a estrutura de tabelas do phpMyAdmin. Para fazer isso via interface do phpMyAdmin, deslogue-se como root e logue-se com o usuário pma.

Em seguida, selecione no menu da esquerda o banco de dados pma. Depois clique na Aba Importar.

Abra o arquivo create_tables.sql dentro do diretório scripts onde você descompactou o phpMyAdmin e comente (colocando dois hífens e um espaço no começo da linha) as seguintes linhas:

-- CREATE DATABASE IF NOT EXISTS `phpmyadmin`
--  DEFAULT CHARACTER SET utf8 COLLATE utf8_bin;
-- USE phpmyadmin;

Depois salve o arquivo.

De volta à interface do phpMyAdmin, em Localização do arquivo texto (Location of the text file), selecione o arquivo create_tables.sql que você editou e salvou.

Clique em Importar, então a estrutura estará pronta para o uso do phpMyAdmin e agora só será preciso configurá-lo para saber disto.

4.4. Importando as tabelas via linha de comando

Para importar a estrutura de tabelas via linha de comando MySQL, vá ao diretório scripts dentro de onde você descompactou o phpMyAdmin, abra o arquivo create_tables.sql e comente (colocando dois hífens e um espaço no começo da linha) as seguintes linhas:

-- CREATE DATABASE IF NOT EXISTS `phpmyadmin`
--  DEFAULT CHARACTER SET utf8 COLLATE utf8_bin;
-- USE phpmyadmin;

Depois salve o arquivo. Então digite o comando:

$ mysql -u pma -p pma < create_tables.sql
Password: <digite a senha do usuário pma>

E pronto, a estrutura estará pronta para o uso do phpMyAdmin e agora só será preciso configurá-lo para saber disto.

4.5. Configurando o phpMyAdmin para as novas funcionalidades

Será necessário agora informar ao phpMyAdmin sobre esse novo usuário e seu banco de dados. Para fazer isso, abra o arquivo config.inc.php dentro da raiz do phpMyAdmin e configure as linhas:

$cfg['Servers'][$i]['controluser'] = 'pma';
$cfg['Servers'][$i]['controlpass'] = 'pmapass';

Estas e as linhas à seguir provavelmente estarão comentadas (com “// ” no começo da linha), será necessário descomentá-las, deixando exatamente como mostrado aqui.

Nestes parâmetros, controluser e controlpass, coloque os valores correspondentes ao usuário e senha criados anteriormente. O phpMyAdmin se conectará ao banco de dados com esse usuário quando necessitar usar as novas funcionalidades.

Em seguida, localize a linha:

$cfg['Servers'][$i]['pmadb'] = 'phpmyadmin';

E modifique para:

$cfg['Servers'][$i]['pmadb'] = 'pma';

O parâmetro pmadb indica o nome do banco de dados que criamos, que no nosso caso é o pma.

Por último, descomente as linhas à seguir:

$cfg['Servers'][$i]['bookmarktable'] = 'pma_bookmark';
$cfg['Servers'][$i]['relation'] = 'pma_relation';
$cfg['Servers'][$i]['table_info'] = 'pma_table_info';
$cfg['Servers'][$i]['table_coords'] = 'pma_table_coords';
$cfg['Servers'][$i]['pdf_pages'] = 'pma_pdf_pages';
$cfg['Servers'][$i]['column_info'] = 'pma_column_info';
$cfg['Servers'][$i]['history'] = 'pma_history';
$cfg['Servers'][$i]['designer_coords'] = 'pma_designer_coords';

Elas correspondem aos nomes das tabelas dentro do banco de dados, mas não precisamos mudar seus valores porque usamos exatamente estes.

Salve o arquivo.

Nota: Da mesma forma que o phpMyAdmin suporta múltiplos servidores de bancos de dados, você poderá duplicar essas linhas e colocá-las abaixo da configuração de outro servidor para que este outro servidor tenha essas funcionalidades extendidas também.

Pronto! Agora o phpMyAdmin já pode utilizar todas as novas funcionalidades. Bom proveito! Agora quando você for usar o phpMyAdmin, poderá ver opções adicionais como a Aba Designer, Procurar Por Exemplos, Fazer comentários sobre os bancos de dados e tabelas em Operações, gerar PDF dos resultados de comandos SQL, entre outros.

5. Outros tipos de Autenticação

Além do método cookie, o mais recomendado por ser seguro e flexível, podemos usar outros tipos de autenticação também. Descrevo aqui alguns mais relevantes:

  • Modo HTTP: O usuário ao invés de ter uma página de login, recebe uma caixa de diálogo do próprio navegador perguntando o usuário e a senha. Caso os dados estejam corretos, o phpMyAdmin já vai para sua tela principal de operação. O modo HTTP é o mesmo usado nas autenticações HTTP via o arquivo htaccess.
  • Modo config: Não é pedido nenhuma senha para o usuário via navegador. O usuário e senha do banco de dados está configurado no arquivo config.inc.php. Use isto se você quer autenticar de outra forma, como utilizando o arquivo especial do Apache htaccess. Eu não recomendo muito.

Gostou?

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Tutorial sobre MySQL linha de comando

January 10th, 2010 Fabricio No comments

 

MySQL – Operações com SQL básico


Preparando o ambiente

Você vai precisar ter o MySQL instalado . Isto não é problema , ele é um freeware e você pode fazer o download no endereço www.mysql.com . A última versão estável disponível para Windows é a -MySQL 4.1.10 – apresentada em três pacotes :

  • o essential package com 14 MB que possui os componentes essenciais para rodar o Mysql Server em uma máquina Windows

  • o pacote com o instalador com 35.1 MB

  • e o pacote com o windows o windows installer com 34,9 MB

Nota : O MySQL utiliza o TCP/IP para fazer a conexão Cliente/Servidor , logo , você tem que ter o TCP/IP instalado na sua Máquina. Além disto você vai precisar ter o Winsock 2 instalado. Se você ter uma cópia mais antiga do Windows 95 instalada vai precisar atualizar o Winsock. (http://www.microsoft.com/.)

Após a instalação, para ativar o servidor MySQL você pode digitar no prompt do DOS ou no menu Iniciar!Executar o seguinte comando:

c:\mysql\bin\mysq

(O MySQL não pode ser iniciado como um serviço do Windows pois o Windows 95/98 não suporta isto. Somente o Windows NT/2000 e XP suportam o MySQL rodando como um seviço)

Para testar se o MySQL esta instalado corretamente , execute a seguinte linha no prompt do DOS:

c:\mysql\bin\mysql

Se tudo estiver nos seus devidos lugares você vai receber a seguinte tela:

msqlcb1 Tutorial sobre MySQL linha de comando

Vamos então a partir daqui mostrar alguns conceitos básicos relacionados com comandos SQL para o MySQL no Windows usando o prompt de comandos. Embora existam programas com interfaces gráficas que fazem este serviço acho bom você conhecer esta opção. Vamos lá…

Os comandos serão digitados na linha de comando ; após o termino de cada linha tecle Enter e para executar o comando tecle ; e Enter.

1- Para exibir os banco de dados disponíveis use o comando : Show DataBases

msqlcb2 Tutorial sobre MySQL linha de comando O resultado do comando esta exibindo os três banco de dados que eu tenho disponível no meu MySQL

Nota: O comando Select Database(); exibe o database atual.

2- Agora eu vou criar um novo banco de dados chamado Teste usando o comando : Create Database e a seguir irei exibir os banco de dados existentes , conforme abaixo:

msqlcb3 Tutorial sobre MySQL linha de comando

3- Para trabalhar com um banco de dados usamos o comando : Use <nome_do_banco_de_dados> . Vamos usar o banco de dados Teste e exibir as tabelas existentes usando o comando Show Tables:

msqlcb4 Tutorial sobre MySQL linha de comando O comando Show tables não encontrou nenhuma tabela no banco de dados Teste

Nota: Para excluir um banco de dados use comando : DROP DATABASE <nome_do_banco_de_dados>

4- Vamos criar uma tabela no banco de dados Teste. Para isto usamos o comando Create Table com a seguinte sintaxe:

CREATE TABLE table_name (column_name1 type [modifiers]
[, column_name2 type [modifiers]])

Vamos criar uma tabela chamada Clientes com seguinte estrutura:

  • Codigo – chave primária
  • Nome – VarChar(30)
  • Endereco – VarChar(30)
  • Estado – char(2)
msqlcb5 Tutorial sobre MySQL linha de comando

nota: Para definir a coluna como do tipo autoincremental basta acrescentar :AUTO_INCREMENT na definição da coluna. Para o exemplo acima faríamos:

CODIGO BIGINT UNSIGNED NOT NULL PRIMARY KEY AUTO_INCREMENT

5- Para inserir dados na tabela usamos o comando Insert Into :

INSERT INTO table_name (column1, column2, …, columnN)
VALUES (value1, value2, …, valueN)

Vamos inserir um registro na tabela usando a instrução SQL abaixo:

INSERT INTO CLIENTES (Codigo,Nome, endereco, estado)
VALUES(1,'Macoratti', 'Av. Mirassol 100', 'SP');

msqlcb6 Tutorial sobre MySQL linha de comando

6- Se quisermos obter informações detalhadas da estrutura da tabela usamos o comando : DESCRIBE <NOME_DA_TABELA>

msqlcb7 Tutorial sobre MySQL linha de comando  

Nota: Temos abaixo os principais tipos de dados

Tipo de Dados Descrição
INT Representa um valor inteiro. Pode ser com sinal ou sem sinal
REAL Representa um valor com ponto flutuante. Oferece uma grande precisão e uma extensa faixa de valores
CHAR(n) Representa um valor caractere com tamanho fixo.
TEXT Representa um valor para caractere com tamanho variável
DATE Representa um valor de data padrão. Formato : YYYY-MM-DD (2001-01-01)
TIME Representa um valor de tempo padrão. Armazena a hora de um dia independente de uma data particular. Formato : hh:mm:ss (06:00:00)

7- Para excluir uma tabela basta usar o comando DROP <nome_da_tabela>

8- Para atualizar uma coluna podemos usar o comando : UPDATE . Abaixo uma das sintaxes possíveis onde atualizamos a coluna Endereco.

msqlcb8 Tutorial sobre MySQL linha de comando A sintaxe para o comando UPDATE é :

UPDATE table_name
SET column1=value1, column2=value2, …, columnN=valueN
[WHERE clause]

9 – Para excluir uma linha da tabela usamos o comando DELETE . Abaixo estou excluindo a linha inserida acima . Note que é aconselhável especificar a condição na cláusula WHERE.

msqlcb9 Tutorial sobre MySQL linha de comando A sintaxe é :

DELETE FROM table_name [WHERE clause]

10 – Para encerrar este primeiro contato com as operações básicas SQL no MySQL vamos realizar uma junção de duas tabelas. Para isto vamos criar uma tabela chamada veículos que estará relacionada coma tabela teste criada acima e conterá os dados dos veículos de cada cliente:

msqlcbA Tutorial sobre MySQL linha de comando

 

   

Exibindo as tabelas existentes e a estrutura da tabela criada teremos:

msqlcbb Tutorial sobre MySQL linha de comando

Vamos agora incluir alguns dados na tabela teste e na tabela veículos usando INSERT INTO.

Obs: Podemos usar a notação Insert Into values() : Ex: insert into veiculos values( 1, 'MERCEDES', 'BRANCA', 1, 3000)

Abaixo temos o resultado final das incluções:

msqlcbc Tutorial sobre MySQL linha de comando

Vamos fazer a nossa junção. Usamos para isto a cláusula SELECT e definimos a tabela e o nome do campo que desejamos exibir separados por um ponto ; a seguir relacionamos as tabelas de dados na cláusula FROM e definimos a condição na cláusual WHERE .

O resultado é exibido abaixo:

msqlcbd Tutorial sobre MySQL linha de comando

O que foi mostrado aqui é apenas a ponto do iceberg , mas com os conceitos expostos você pode se virar usando comandos SQL básicos na linha de comando do prompt do MySQL.

Até o próximo artigo …1 Tutorial sobre MySQL linha de comando


José Carlos Macoratti

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Tutorial de Instalação do Apache, PHP e MySQL no Ubuntu

January 10th, 2010 Fabricio No comments

Nesse Tutorial você vai aprender…

  • Básico da instalação de pacotes no Ubuntu
  • Instalação e estrutura básica do Apache 2 no Ubuntu 8.04
  • Instalação do PHP5
  • Instalação do MySQL

Instalação de pacotes no Ubuntu

Distribuições Linux, em sua maioria, gerenciam os aplicativos utilizando pacotes que podem facilmente ser baixados, instalados e configurados no ambiente do sistema operacional.

Gerenciador de Pacotes Synaptic

O Ubuntu, por padrão, vem com o excelente gerenciador de pacotes Synaptic. Para iniciar o Synaptic, basta acessar o menu Sistema > Administração > Gerenciador de Pacotes Synaptic, ou apertar Alt+F2 e digitar o comando gksudo synaptic.

Janela de execução de comando com o comando gksudo synaptic digitado.

A Inteface do Synaptic é bem simples. No centro existe uma lista de pacotes que corresponde ao filtro no painel da esquerda. Para cada pacote, há a opção de marcar para instalação e marcar para remoção. Na barra de ferramentas há um botão para recarregar a lista de pacotes, um para marcar os pacotes que possuem upgrade, um para aplicar as alterações marcadas, um para ver propriedades dos pacotes e um para busca. Utilizaremos a busca de pacotes para encontrar o que desejamos instalar:

Captura de Tela do Synaptic indicando o botão de busca de pacotes.

Pacotes do Apache

Faremos uma busca por apache2 e marcaremos os seguintes pacotes: apache2 e libapache2-mod-php5.

Captura de Tela do Synaptic indicando o pacote apache2.

Captura de Tela do Synaptic indicando o pacote libapache2-mod-php5.

Note que além desses pacotes que escolhemos, o Synaptic marca alguns outros. Essas são as dependências dos pacotes, ou seja, pacotes-filho necessários para que os pacotes-pai escolhidos funcionem.

Pacotes do PHP

Depois, buscaremos por php5 e marcaremos os pacotes:

  • php5, o pacote principal
  • php5-cli, para PHP em linha de comando
  • php5-common, uma biblioteca raiz do PHP
  • php5-curl, para bibiloteca CURL
  • php5-gd, biblioteca manipulação de imagens via PHP
  • php5-mysql, para conexão com bancos de dados MySQL
  • php5-pgsql, para conexão com bancos de dados PostgreSQL
  • php5-sqlite, para conexão com bancos de dados SQLite versão 2
  • php5-sqlite3, para conexão com bancos de dados SQLite versão 3
  • php5-sybase, para conexão com Sybase e Microsoft SQL Server
  • php5-xsl, para aplicação de estilos XSL
  • php-doc, documentação do PHP

Pacotes php5, php5-cli, php5-common, php5-curl e php5-gd marcados na tela do Synaptic

Pacotes php5-mysql, php5-pgsql, php5-sqlite e php5-sqlite3 marcados na tela do Synaptic

Pacotes php5-sybase, php5-xsl e php-doc marcados na tela do Synaptic

Pacotes do MySQL

Por fim, buscaremos por mysql e marcaremos o pacote mysql-server.

Pacote mysql-server marcado na tela do Synaptic

Finalizando a Instalação

Para completar a instalação, aplicaremos as mudanças no botão "Apply" (Aplicar):

Detlahe do botão Aplly no Synaptic

Após confirmar a instalação dos pacotes, o Synaptic fará uma conexão com o servidor do Ubuntu, baixará, instalará e configurará os pacotes selecionados. Durante a instalação, o configurador do MySQL pedirá uma senha, necessária para o usuário root do banco:

Tela de configuração de senha do usuário root no MySQL

Digite a senha que preferir e prossiga, confirmando a senha e terminando a instalação. Se tudo ocorreu bem, ao acessar o endereço http://localhost/ você deverá ver a simpática tela de confirmação do Apache:

Localhost aberto com a mensagem It Works, padrão do Apache

Configuração Básica

Os arquivos de publicação desse servidor ficam na pasta /var/www. Precisaremos adicionar permissões para que você possa alterar o conteúdo dessa pasta. Para isso, abriremos o nautilus (gerenciador de arquivos do Ubuntu) como administrador:

 

Tela de execução de comandos com o comando gksudo nautilus /var na tela

Digite Alt+F2. O comando gksudo é o comando padrão para executar tarefas como administrador. Após a tela do nautilus abrir, abriremos a tela de propriedades da pasta www e colocaremos as permissões para que qualquer pessoa possa criar e excluir arquivos:

Ao fundo, janela do nautilus com a pasta www em destaque. Na frente, janela de propriedades da pasta www com permissões de escrita e exclusão para todos os usuários configuradas.

Testando o PHP

Para testarmos o PHP, substuiremos o arquivo index.html por um arquivo index.php contendo o seguinte código:

<?php

phpinfo();

Ao fundo, janela do nautilus com a pasta www aberta. Na frente, arquivo index.php aberto com código digitado

Ao acessar http://localhost/, você deverá ver uma tela de informações do PHP. Geralmente isso não ocorre, e o apache envia o arquivo para download.

Apache enviando o arquivo index para download

Se isso ocorrer, basta reiniciarmos o apache digitando no terminal sudo apache2ctl restart (para abrir o terminal, aperte Alt+F2 e digite gnome-terminal). Isso recarregará as configurações e tudo deverá funcionar normalmente, exibindo o PHP Info ao acessar a URL http://localhost/.

comando sudo apache2ctl restart

Tela do PHP Info

Testando o MySQL

Só nos resta testar o MySQL. Para isso abriremos um terminal e digitaremos o comando mysql -u root -p, que conecta ao banco de dados local utilizando o administrador (usuário root). Esse comando pedirá uma senha, basta digitar aquela que você escolheu na configuração do MySQL lá em cima.

Comando mysql -u root -p digitado no terminal

Se tudo correr bem, o prompt do monitor do MySQL estará disponível para digitar instruções

Monitor do MySQL aberto com sucesso

Parabéns! Tudo funcionou corretamente. Se não conseguiu concluir o tutorial, você pode entrar em contato nos comentários do blog!

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Será o fim do Windows?

December 14th, 2009 Fabricio No comments
 
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SÃO PAULO – Se a Microsoft não fizer algo, as pessoas usarão Linux.

A menos que a Microsoft faça algo drástico, acho que este será o fim do Windows, um paradigma de sistema operacional que deveria ter sido quebrado há anos. Desde o Windows 1.0, divulgado há 24 anos, a empresa não mudou seu nome. Primeiro havia algum esquema numérico normatizado, como Windows 1.0, Windows 2 e assim por diante. Então vieram as letras, como NT, ME e XP, e as letras com números, como NT 3.11. Depois, as datas: Windows 95, 98 e 2000. Como isso não funcionava direito, a empresa deu a ele um nome. Surgiu o Vista, o maior fracasso. Agora temos o Windows 7. Se a Microsoft não fizer algo espetacular, as pessoas usarão Linux. Instalei Linux no computador da minha mulher. Ela usa sempre, mas diz: “é estranho”. Pergunto por que e ela responde: “ah, você sabe, é estranho”. Instalei também o AbiWord. Ela não gostou e disse que é diferente. Indaguei por que e ela afirmou vagamente: “ah, é diferente”. Mas ela continua usando.

Eu não estava convencido de que o Linux poderia dominar os desktops um dia. Mas estou certo de que isso ocorrerá. Tudo que é Open Source se move devagar. O Firefox demorou a ser relevante. O Open Source é genuinamente o conto da lebre e da tartaruga — e ele é a tartaruga. Uma companhia de software tradicional é como a lebre. Veja como a Microsoft faz com seus produtos. Enquanto eles estão à frente dos outros, ela se acomoda e não faz nada. Quando chegam perto, ela corre como louca.

Nesse momento, a tartaruga Linux alcançou o Windows 95 e está próxima do 2000, que, para muitos observadores, inclusive eu, foi o ápice do sistema da Microsoft. Tudo desde então foram apenas mudanças em desenhos de janelas e floreios sem importância. Com o progresso da tartaruga Linux nos próximos anos, não haverá por que não usá-lo.

Parece que a Microsoft não está muito preocupada em tomar um rumo. Ela tem acordos com fabricantes e quase 90% dos PCs são vendidos direto de fábrica com Windows. As pessoas, incluindo minha mulher, conhecem o nome Windows e ele é praticamente autossustentável. Então nossa única esperança real é que algo caia do céu. Há indícios de que o Google pode desenvolver um sistema operacional que as pessoas talvez prefiram usar. A chance de máquinas com processadores de múltiplos núcleos rodarem vários sistemas parece promissora. Acho que seria ainda mais interessante se a própria Microsoft adotasse o padrão Linux. Muita gente esquece que ela já vendeu o Microsoft Xenix.

Os cientistas da computação sabem que a criação de software não acompanha a de hardware, que se desenvolve mais rápido. Por que isso? Nunca ouvi um bom argumento, exceto o de que criar programas é mais difícil que fazer chips menores e mais rápidos. Mas não me lembro de um momento em que a defasagem dos programas fosse tão extrema quanto agora.

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Comandos no Terminal Linux

December 11th, 2009 Fabricio No comments

Manipulação de arquivos e diretórios

ls

O comando ls exibe arquivos ou o conteúdo de um ou vários diretórios.

Sintaxe:

$ ls [opções] [arquivo]

Opções:

  • -a: Exibe arquivos ocultos;
  • -A: Não exibe os diretórios . e ..;
  • –author: Mostra o autor (criador) de cada arquivo;
  • -b: Exibe caracteres de escape octais no lugar dos caracteres que não podem ser vistos, como o espaço em branco;
  • –block-size=[tamanho]: Exibe o tamanho dos arquivos em múltiplos do número de bytes especificado nesse parâmetro;
  • -B: Não exibe arquivos de backup (terminados com ~);
  • -c: Lista os arquivos por ordem da data da última modificação;
  • -C: Exibe a listagem em colunas;
  • –color=[quando]: Controla quando as cores devem ser usadas para distinguir os tipos de arquivos. Os valores aceitos são:
    • never: Não usa cores pra nenhum tipo de arquivo;
    • always: Usar cores para todo tipo de arquivo;
    • auto: Seleciona quais arquivos serão exibidos em cores.
  • -d: Exibe o diretório especificado, e não o seu conteúdo;
  • -f: Ativa os parâmetros -a e -U e desabilita os parâmetros -l, -s e -t;
  • -F: Acrescenta um caracter gráfico ao final de cada arquivo para identificar o seu tipo;
  • -G: Não exibe informações dos grupos a que os arquivos pertencem;
  • -h: Exibe os tamanhos dos arquivos em uma forma legível (2K, 21M, 1G);
  • –si: Semelhante ao -h, mas usa múltiplos de 1000 bytes ao invés de 1024;
  • -H: Exibe os arquivos para os quais os links simbólicos apontam, ao invés de listar só o link;
  • -i: Exibe o número de índice (I-node) dos arquivos;
  • -I: Não exibe entradas que contiverem o padrão informado;
  • -k: Equivalente a –block-size=1k;
  • -l: Listagem detalhada, com diversas informações sobre os arquivos;
  • -L: Quando listar links simbólicos, lista o local para onde o link aponta, e não o link propriamente dito;
  • -m: Lista os arquivos em linhas, separando cada item com uma vírgula;
  • -n: O mesmo que o parâmetro -l, mas mostra as UID's e GID's ao invés dos nomes dos grupos;
  • -o: O mesmo que o parâmetro -l, mas não exibe as informações sobre o grupo;
  • -p: Adiciona um caracter para identificar o tipo do arquivo. O mesmo que -F, mas não utiliza o caracter * (asterisco);
  • -Q: Exibe os nomes das entradas entre " (aspas duplas);
  • -r: Organiza a lista na ordem inversa;
  • -R: Lista recursivamente o conteúdo dos diretórios e subdiretórios do diretório atual;
  • -s: Exibe o tamanho de cada arquivo, em múltiplos de blocos (especificados com o parâmetro –block-size=[tamanho]);
  • -S: Organiza a lista de acordo com o tamanho do arquivo;
  • -t: Lista pela data de modificação;
  • -u: Organiza a listagem pela data do último acesso;
  • -U: Não organiza a listagem, exibindo os arquivos na seqüência em que estão gravadas no diretório;
  • -w: Ajusta o tamanho da tela para o número de colunas especificado;
  • -X: Organiza a listagem em ordem alfabética;
  • -1: Lista apenas um arquivo por linha;

Em [arquivo], devemos informar quais arquivos (arquivos, diretórios, dispositivos, links, etc.) devem ser listados. Se não for informado nada, será listado o conteúdo do diretório atual (.).

Pode-se também utilizar curingas para filtrar os arquivos que serão listados. Por exemplo, podemos usar ls *.sxw para listar somente os arquivos terminados em .sxw.

cd

O comando cd, sigla de change directory (selecionar diretório), serve para acessar um determinado diretório.

Sintaxe:

$ cd [diretório]

Lembrando a lista dos diretórios do sistema:

  • ..: Diretório acima do atual. Se você estiver no diretório /home/aluno/ e quiser acessar o diretório /home/, digite cd … Se quiser acessar o diretório /home/davidson/, digite cd ../davidson/;
  • ~: Diretório pessoal do usuário atual, ou seja, /home/[usuário]/;
  • -: Diretório anterior. Se você estava no diretório /etc/ e mudou para o diretório /home/, digite cd – para voltar ao diretório /etc/.

Se for usado sem parâmetro, ou seja, apenas cd, você será redirecionado para o diretório pessoal do usuário atual.

mkdir

O comando mkdir, abreviatura de make directory (criar diretório), é usado para criar um novo diretório.

Sintaxe:

$ mkdir [opções] [novo diretório]

Opções:

  • -m: Especifica as permissões que do novo diretório terá;
  • -p: Cria todos os diretórios e subdiretórios necessários;
  • -v: Exibe uma mensagem para cada diretório criado.

Em [novo diretório] devemos colocar os diretórios que queremos criar. Não é necessário digitar o caminho completo, caso queiramos criar um diretório dentro do diretório atual. Podemos criar vários diretórios com um único comando, bastando separá-los com espaços. Se quiser que o nome do novo diretório tenha espaços em branco, escreva-o entre aspas duplas, dessa forma:

$ mkdir /home/davidson/"diretório com espaços em branco"

rmdir

Esse comando é utilizado para apagar um diretório vazio.

Sintaxe:

$ rmdir [opções] [diretório]

Opções:

  • -p: Remove os diretórios-pai do diretório selecionado, se possível. Assim, o comando rmdir -p a/b/c/ vai apagar o diretório a/b/c/, depois o diretório a/b/ e por fim o diretório a/, se possível;
  • -v: Mostra os detalhes da remoção dos diretórios.

Podem ser especificados mais de um diretório por vez. O rmdir só remove diretório vazios.

pwd

O pwd, sigla de print working directory (exibir diretório de trabalho), exibe o diretório atual. É equivalente a echo $PWD.

Uso:

$ pwd

cat

O comando cat concatena arquivos e imprime na saída padrão (exibe na tela). Em arquivos, usamos o cat para listar seu conteúdo na tela. Com o uso de direcionadores, podemos usá-lo para unir diferentes arquivos em um só, dentre outra funções.

Sintaxe:

$ cat [opções] [arquivo]

Opções:

  • -b: Numera as linhas, com exceção das linhas em branco;
  • -E: Mostra um "$"? (cifrão) para indicar fim de linha;
  • -n: Numera todas as linhas, incluindo as em branco;
  • -s: Não mostra mais do que uma linha em branco. Se houver duas ou mais linhas em branco consecutivas, elas são truncadas e apenas uma é mostrada;
  • -T: Substitui tabulações pelos caracteres "^I"?;
  • -v: Substitui os caracteres não imprimíveis por símbolos, exceto tabulações e final de linha.

Exemplos de uso:

$ cat [arquivo1 arquivo2 arquivo3 ... arquivoN] > [arquivo]

Isso pode ser usado em qualquer tipo de arquivo, inclusive arquivos binários. É prática comum utilizar isso para juntar arquivos de vídeo grandes, como filmes, que muitas vezes são divididos em várias partes.

Veja no exemplo abaixo, como unir as 2 partes do filme Matrix em um único arquivo:

$ cat the-matrix_part-1.mpeg the-matrix_part-2.mpeg > the-matrix.mpeg

Vale lembrar que tal procedimento não é corretamente executado com arquivos AVI.

tac

O tac faz o mesmo que o cat, mas exibe o arquivo pela ordem inversa, ou seja, começando pela última linha e terminando com a primeira.

Uso:

$ tac [arquivo]

touch

O comando touch é usado atualizar as informações sobre as datas de último acesso e última modificação de um arquivo.

Sintaxe:

$ touch [opções] [arquivo]

Se o arquivo não existir, ele é criado, por padrão. Isso faz o touch ser muito utilizado para criar arquivos vazios, através do comando touch [arquivo].

Opções:

  • -a: Modifica apenas a data do último acesso;
  • -c: Não cria arquivos, caso eles não existam;
  • -m: Modifica apenas a data de modificação;
  • -t: A data e hora a ser utilizada para o último acesso ou última modificação. O formato utilizado é MMDDhhmm (mês, dia, hora e minuto);

cp

O cp, abreviação de copy (copiar), é utilizado para copiar arquivos e diretórios de um local para outro, com o mesmo nome ou com nome diferente.

Sintaxe:

$ cp [opções] [origem] [destino]

  • -b: Cria um arquivo dos arquivos de destino se eles estiverem para ser sobrescritos;
  • -P: Quando tratar de links simbólicos, copia o link, e não o local para onde o link aponta;
  • -f: Operação forçada. Se um dos arquivos de destino não puder ser aberto, apaga-o e repete a operação;
  • -i: Pede confirmação antes de sobrescrever um arquivo;
  • -L: Quando tratar de links simbólicos, copia o local para o onde o link aponta, e não o link;
  • -p: Preserva as propriedades do arquivo (permissões, dono e datas);
  • –preserve=[propriedade]: Escolhe quais propriedades preservar, separadas por vírgula. Podem ser:
    • mode: Preserva as permissões;
    • ownership: Preserva a informação de dono do arquivo;
    • timestamp: Preserva as datas de acesso e modificação.
  • –no-preserve=[propriedade]: Escolhe quais propriedades não devem ser preservadas. As opções são as mesmas que do parâmetro –preserve;
  • -R ou -r: Modo recursivo, copia todos os arquivos e subdiretórios do diretório especificado. Esse parâmetro deve ser usado para copiar diretórios inteiros;
  • –target-directory=[diretório]: Especifica para qual diretório devem ser copiados os arquivos/diretórios especificados;
  • -u: Copia apenas os arquivos novos. Se um arquivo que estiver sendo copiado já existir no diretório de destino, sua cópia será ignorada;
  • -v: Mostra os detalhes da cópia dos arquivos.

Exemplos de uso:

Para copiar o arquivo file.gz para o diretório /tmp/:

$ cp file.gz /tmp

Para para fazer uma cópia do arquivo file.gz com o nome file-copia.gz:

$ cp file.gz file-copia.gz

Para copiar os arquivos file1, file2 e file3 para o diretório /home/davidson/doc/:

$ cp file1 file2 file3 /home/davidson/doc

Para copiar o diretório img/ para o diretório /tmp/upload/:

$ cp -r img /tmp/upload

Para copiar os arquivos file1, file2 e file3 e o diretório img/ para o diretório /tmp/upload/:

$ cp -r file1 file2 fil3 img /tmp/upload

mv

Utilizamos o mv mover ou renomear arquivos.

Sintaxe:

$ mv [opções] [destino]

Opções:

  • -b: Cria um backup dos arquivos de destino, se eles forem sobrescritos;
  • -f: Força as operações, sem fazer perguntas caso seja necessário sobrescrever arquivos e outros;
  • -i: Modo interativo, pede confirmação para sobrescrever arquivos;
  • –target-directory=[diretório]: especifica o diretório de destino para os arquivos;
  • -u: Só move os arquivos novos. Se o arquivo que está sendo movido já estiver presente no diretório de destino, ele é ignorado;
  • -v: Mostra os detalhes do processo de movimentação.

Exemplos de uso:

Para mover o arquivo file1 para o diretório /home/davidson/doc/:

$ mv file1 /home/davidson/doc

Para mover o diretório /home/davidson/doc/ para /tmp/upload/:

$ mv /home/davidson/doc /tmp/upload

Para renomear o arquivo package.tar.gz para pacote.tar.gz:

$ mv package.tar.gz pacote.tar.gz

Para mover o arquivo file1 e o diretório img/ para o diretório /tmp/upload/:

$ mv file1 img /tmp/upload

rm

O rm é utilizado para excluir arquivos.

Sintaxe:

$ rm [opções] [arquivo]

Opções:

  • -f: Modo forçado, não pede confirmação para realizar as operações;
  • -i: Pede confirmação antes de remover qualquer arquivo;
  • -R, -r: Exclui recursivamente todo o conteúdo do diretório e o próprio diretório. Quando quiser excluir um diretório que não está vazio, utilize esse parâmetro;
  • -v: Mostra os detalhes das exclusões.

ln

Esse é o comando utilizado para criar links, simbólicos ou absolutos.

Sintaxe:

$ ln [opções] [alvo] [nome do link]

Opções:

  • -b: Se houver um arquivo com o mesmo nome do link que está sendo criado no diretório de destino, cria um backup do arquivo existente;
  • -d: Permite ao administrador do sistema (root) criar um hardlink (link absoluto) para um diretório;
  • -f: Força a criação dos links;
  • -n: Trata um link simbólico pra um diretório como se fosse um arquivo normal;
  • -i: Pergunta antes de remover arquivos existentes;
  • -s: Cria um link simbólico;
  • –target-directory=[diretório]: Especifica em qual diretório o link deve ser criado;
  • -v: Exibe o nome de cada link antes de criá-lo.

Exemplos de uso:

Se você quiser criar um link simbólico para o arquivo /home/davidson/doc/ no diretório atual, com o mesmo nome do diretório real (no caso, doc):

$ ln -s /home/davidson/doc

Se você quiser fazer a mesma coisa, mas preferir que o link criado tenha o nome "documentos":

$ ln -s /home/davidson/doc documentos

Se você quiser criar um link absoluto (hardlink), oculte o parâmetro -s:

$ ln /home/davidson/doc

cmp

Esse comando é utilizado para comparar dois arquivos e mostrar a primeira diferença entre eles. Use para certificar-se de que dois arquivos possuem ou não o mesmo conteúdo.

Sintaxe:

$ cmp [opções] [arquivo1] [arquivo2]

Opções:

  • -b: Imprime os bytes que são diferentes entre si;
  • -i [n]: Não considera os primeiros [n] bytes de cada arquivo;
  • -l: Mostra os número dos bytes e os valores diferentes;
  • -s: Não mostra nenhum detalhe, apenas sai com status 1 se alguma diferença for encontrada.

Exemplos de uso:

Vamos comparar os arquivos file1 e file2:

$ cmp file1 file2
file1 file2 differ: byte 10, line 2

diff

Esse comando compara dois arquivos de texto e mostra as diferenças entre eles.

Sintaxe:

$ diff [opções] [arquivo1] [arquivo2]

Opções:

  • -i: Ignora as diferenças de letras maiúsculas/minúsculas;
  • -E: Ignora as diferenças de tabulação;
  • -b: Ignora diferenças na quantidade de espaço em branco;
  • -w: Ignora qualquer espaço em branco;
  • -B: Ignora linhas em branco a mais ou a menos;
  • -a: Compara os arquivos como arquivos de texto, ainda que não sejam;
  • -u [n]: Mostra [n] linhas do conteúdo final do arquivo1, adicionadas as diferenças do arquivo2;
  • -q: Mostra apenas se o conteúdo dos arquivos são ou não diferentes;
  • -y: Mostra os arquivos em duas colunas, indicando as diferenças;
  • -t: Expande as tabulações, convertendo-as em espaços, na saída;
  • -r: Compara recursivamente todo o conteúdo de um diretório;
  • -S [arquivo]: Quando comparar diretórios, inicia a comparação pelo arquivo especificado.

Exemplos de uso:

Vamos considerar os arquivos file1 e file2, com o seguinte conteúdo:

$ cat file1
5 f j 33
diferença
2 a c 1
1 t 4 f
6 b c _
10 i r 3

$ cat file2
5 f j 33
2 a c 1
1 t 4 f
6 b c _
10 i r 3
outra diferença

Aplicando o diff nos dois arquivos, temos o seguinte retorno:

$ diff file1 file2
2d1
< diferença
6a6
> outra diferença

O diff exibe informações sobre o que é necessário fazer para que o conteúdo de file1 seja igual ao de file2. Nesse caso, 2d1 quer dizer que a diferença foi encontrada na linha 2, e que é necessário apagar (d = delete) a palavra diferença do arquivo file1. O 6a6 nos diz que a diferença foi encontrada na linha 6, e que é necessário adicionar (a = add) a linha outra diferença no arquivo file1.

O parâmetro -y exibe esses parâmetros de forma mais clara:

$ diff -y file1 file2
5 f j 33                                                        5 f j 33
diferença                                                     <
2 a c 1                                                         2 a c 1
1 t 4 f                                                         1 t 4 f
6 b c _                                                         6 b c _
10 i r 3                                                        10 i r 3
                                                              > outradiferença

Veja que os sinais de maior e menor (>, <) sempre apontam para a linha que é diferente. Se a diferença estiver no primeiro arquivo, listado à esquerda, ela deve ser apagada. Se a diferença estiver no segundo arquivo, listado à direita, ela deve ser adicionada.

O diff, quando usado em conjunto com o utilitário patch, fornece uma grande funcionalidade para atualizações. Um grande exemplo é o código-fonte do kernel Linux. Ao invés de gravar a nova versão do kernel inteira, é possível gravar a penas as diferenças entre eles, algo como:

$ diff [kernel-antigo] [kernel-novo] > diferenças.diff

E depois utilizar o utilitário patch para gravar as diferenças no kernel-antigo, fazendo-o ficar com o mesmo conteúdo de kernel-novo. A grande vantagem é que não é necessário o usuário baixar todo o kernel, que é muito grande, mas apenas o arquivo com as diferenças, bem pequeno.

patch

Utilizamos esse comando para atualizar as diferenças geradas através do comando diff. Suponhamos os arquivos file1 e file2, que são diferentes. Podemos criar as diferenças entre os dois arquivos com o comando diff:

$ diff file1 file2 > file.diff

Esse comando gera um arquivo file.diff com as diferenças entre os arquivos file1 e file2. Podemos agora usar o comando patch para aplicar as diferenças no arquivo file1, fazendo seu conteúdo ficar igual ao de file2:

$ patch file1 file.diff

Sintaxe:

$ patch [opções] [arquivo] [arquivo de patch] (para arquivos)
$ patch [opções] < [arquivo de patch] (para diretórios)

Opções:

  • -p [n]: Nível do diretório onde será aplicado o patch. Se [n] for 0, o patch será aplicado no diretório atual. Se for 1, será aplicado no diretório acima (..), se 2, 2 diretórios acima (../..) e assim por diante;
  • -b: Cria cópias dos arquivos originais antes de aplicar o patch;
  • -binary: Lê e grava usando o modo binário;
  • -d [diretório]: Muda para o diretório especificado antes de aplicar o patch;
  • -E: Remove arquivos vazios após a aplicação do patch;
  • -n: Interpreta o arquivo de patch como um .diff normal;
  • -N: Não desfaz patches já aplicados;
  • -s: Modo silencioso, não exibe mensagens de erro;
  • -u: Interpreta o patch em formato unificado. Use isso se o arquivo de patch foi gerado com diff -u.

 

Manipulação e filtragem de texto

grep

O grep é utilizado para encontrar padrões em arquivos de texto, ou, em outras palavras, procura num arquivo todas as linhas que possuem a palavra ou expressão informada e as exibe na tela.

Sintaxe:

$ grep [expressão] [arquivo]

Assim, se você quiser varrer o arquivo /etc/fstab procurando pelas linhas que contém o texto "/dev/fd0", digite:

$ grep /dev/fd0 /etc/fstab
/dev/fd0        /media/floppy0  auto    rw,user,noauto  0       0

Se o padrão informado não for encontrado no arquivo especificado, não é exibida nenhuma mensagem.

cut

O cut é utilizado para selecionar colunas de texto em um arquivo. Suponhamos que você tenha um arquivo da seguinte forma:

A1 B1 C1
A2 B2 C2
A3 B3 C3

E precise, por algum motivo, que somente a terceira coluna seja exibida na tela, dessa forma:

C1
C2
C3

É exatamente isso que o cut fará para nós.

Sintaxe:

$ cut [opções] [arquivo]

Opções:

  • -c: Especifica quais caracteres serão exibidos;
  • -d: Especifica qual o caracter será usado como delimitador de campo;
  • -f: Lista dos campos que serão exibidos;
  • -s: Não exibe as linhas que não contém os delimitadores especificados em -d;
  • –output-delimiter=[string]: Utiliza a string (seqüência de caracteres) especificada como o delimitador dos campos na saída.

Exemplos de uso:

Considerando o arquivo lista.txt com o conteúdo mostrado acima, se quisermos exibir somente o quinto caracter de cada linha, usamos:

$ cut -c 5 lista.txt
1
2
3

Se quisermos exibir os primeiros 5 caracteres, utilizamos -5 ao invés de 5:

$ cut -c -5 lista.txt
A1 B1
A2 B2
A3 B3

Se quisermos exibir do quinto caracter em diante, usamos 5-, assim:

$ cut -c 5- lista.txt
1 C1
2 C3
3 C3

Por fim, para exibir do segundo até o sexto caracter:

$ cut -c 2-6 lista.txt
1 B1
2 B2
3 B3

Repare agora que o delimitador de cada coluna é o espaço em branco. Assim, se quisermos exibir apenas o primeiro campo, usamos:

$ cut -f1 -d' ' lista.txt
A1
A2
A3

O parâmetro -f1 informa que queremos que seja exibido o primeiro campo, enquanto -d' ' (dois acentos agudos separados por espaço) informa que o separador de campos é o espaço em branco. O parâmetro -d não precisa ser utilizado no caso de o arquivo utilizar TAB (tabulação) como separador de campos.

Seguindo esse raciocínio, se quisermos exibir os campos 1 e 3, usamos:

$ cut -f1,3 -d' ' lista.txt
A1 C1
A2 C3
A3 C3

Com o uso do direcionador | (pipe) podemos processar o mesmo arquivo várias vezes com o cut, de modo a podermos fazer um processamento poderoso do arquivo de texto. Além disso, ele aceita a saída de outros programas como entrada, através do mesmo direcionador |.

head

Usamos esse comando para exibir as linhas iniciais de um arquivo.

Sintaxe:

$ head [opções] [arquivo]

Opções:

  • -c [-][n]: Sem o – (hífen), mostra os primeiros [n] bytes do arquivo. Com o -, mostra todos os bytes com exceção dos [n] últimos;
  • -n [-][n]: Sem o -, mostra as primeiras [n] linhas do arquivo. Com o -, mostra todas as linhas com exceção das [n] últimas;
  • -v: Imprime um cabeçalho com o nome do arquivo.

Exemplos de uso:

Para ver as primeiras 5 linhas do arquivo file, faça:

$ head -n 5 file
1
2
3
4
5

Se quiser exibir todas as linhas menos as 3 últimas:

$ head -n -3 file
1
2
3
4
5
6
7

more

Usamos esse comando para realizar a paginação de arquivos de texto cujo conteúdo não cabe na tela.

Sintaxe:

$ more [opções] [arquivo]

Opções:

  • -d: Exibe as mensagens [Press space to continue, 'q' to quit] (pressione espaço para continuar, 'q' para sair). Ao se pressionar espaço, a tela rola uma página inteira. Se for pressionada alguma tecla inválida, é exibida a mensagem [Press 'h' for instructions.] (pressione 'h' para instruções.);
  • -l: Evita que ocorram pausas toda vez que seja encontrado o caracter "^L" (alimentação de formulário) no texto;
  • -s: Se houver múltiplas linhas em branco num arquivo, trunca elas em apenas uma;
  • +/[padrão]: Começa a mostrar o texto a partir da primeira linha que contém o padrão informado;
  • +[número]: Especifica qual linha deve ser a primeira a ser mostrada;
  • -[número]: Especifica o tamanho da tela, em linhas.

Assim, quando quiser ler um texto muito extenso sem precisar abrir um editor de textos para isso, use o more. O texto será exibido até ocupar a tela inteira, e então aparecerá um prompt escrito "–More–(xx%)". Presssione Enter para rolar o texto linha por linha. Se quiser cancelar a exibição e voltar para o prompt de comando, pressione "q".

É possível usar o more para exibir vários arquivos seqüencialmente. Basta informar todos os arquivos separados por espaço.

less

O less tem a mesma utilidade do more, com a vantagem de poder rolar o texto exibido para cima e para baixo através do uso dos direcionais, além de contar com um localizador de texto. Para digitar o padrão que você deseja procurar precedido de / (barra).

Sintaxe:

$ less [arquivo]

sort

Usamos esse comando para classificar as linhas de um arquivo de texto.

Sintaxe:

$ sort [opções] [arquivo]

Opções:

  • -b: Ignora linhas em branco;
  • -d: Descarta quaisquer linhas iniciadas com caracteres que não sejam espaço em branco ou alfanuméricos;
  • -f: Ignora a diferença entre caracteres maiúsculos e minúsculos;
  • -r: Exibe a lista na ordem inversa;
  • -n: Organiza os números na ordem aritmética. Sem essa opção, a seqüência de caracteres 100, 10, 50 seria exibida na ordem 10, 100, 50. Com a opção -n, eles são exibidos na ordem 10, 50, 100;
  • -c: Verifica se o arquivo já está organizado. Se não estiver, retorna a mensagem disorder on [arquivo] (desordem em [arquivo]);
  • -o [arquivo]: Grava a saída do comando sort no arquivo especificado;
  • -m [arquivo1] [arquivo2]: Combina o conteúdo dos dois arquivos gerando um único arquivo. Esse comando só funciona se ambos os arquivos já estiverem ordenados;
  • -i: ignora os caracteres fora da faixa octal ASCII 040-0176;
  • -t [caracter]: Usa o caracter especificado ao invés de espaço em branco como delimitador durante a organização das linhas;
  • +[número 1] +[número 2]: Especifica qual campo (coluna) será usado como referência na organização. Os campos começam a ser contados de 0, e o separador de campos padrão é o espaço. Para selecionar outro delimitador, use o parâmetro -t. Os campos serão organizados de [número 1] até [número 2]. Se [número 2] não for especificado, os campos serão organizados de [número 1] até o final da linha;
  • -k [número 1] [número 2]: Idêntico ao parâmetro anterior, mas os campos começam a ser contados de 1.

Exemplos de uso:

Suponha que você tenha um arquivo file.list com o seguinte contéudo:

$ cat file.list
5 f j 33
2 a c 1
1 t 4 f
6 b c _
10 i r 3

Ao usarmos o comando sort, as linhas serão organizadas de acordo com a primeira coluna:

$ sort file.list
10 i r 3
1 t 4 f
2 a c 1
5 f j 33
6 b c _

Veja, entretanto, que temos um problema aqui: o 10 foi posto antes do 1, seguindo a ordem alfabética e não aritmética. Para corrigir isso, acrescentamos o parâmetro -n:

$ sort -n file.list
1 t 4 f
2 a c 1
5 f j 33
6 b c _
10 i r 3

Agora, se quisermos organizar as linhas tomando como referência a segunda coluna ao invés da primeira, fazemos o seguinte:

$ sort +1 file.list
2 a c 1
6 b c _
5 f j 33
10 i r 3
1 t 4 f

Podemos obter o mesmo resultado de outra forma:

$ sort -k 2 file.list
2 a c 1
6 b c _
5 f j 33
10 i r 3
1 t 4 f

Por fim, para gravar o resultado no arquivo fileorder.list, basta acrescetar o parâmetro -o fileorder.list.

tail

Esse comando é utilizando para mostrar as últimas linhas de um arquivo de texto.

Sintaxe:

$ tail [opções] [arquivo]

Opções:

  • -c [n]: Exibe apenas os últimos [n] bytes do arquivo;
  • -n [n]: Exibe as últimas [n] linhas do arquivo;
  • -f: Fica monitorando o arquivo, e exibe todas as novas linhas adicionadas a ele, em tempo real. Isso é muito utilizado para monitorar arquivos de log.

wc

Conta o número de linhas, palavras, caracteres e bytes nos arquivos.

Sintaxe:

$ wc [opção] [arquivo]

Opções:

  • -c: Exibe apenas o número de bytes;
  • -m: Exibe o número de caracteres;
  • -l: Exibe o número de linhas;
  • -L: Exibe o comprimento, em caracteres, da maior linha do arquivo;
  • -w: Exibe o número de palavras encontradas.

Se for usado sem argumentos, o wc exibe o número de linhas, palavras e caracteres do arquivo, respectivamente:

$ wc file.list
        20 42 file.list

 

Pesquisa e informações

find

O find (procurar, em inglês) é uma ferramenta que utilizamos para localizar arquivos ou diretórios no sistema de arquivos.

Sintaxe:

$ find [opções] [caminho] [expressão] [ações]

Opções:

  • -amin [n]: Procura arquivos que foram acessados há [n] minutos atrás;
  • -anewer [arquivo]: Procura arquivos que foram acessados depois do [arquivo];
  • -atime [n]: Procura arquivos que foram acessados há [n] dias atrás;
  • -cmin [n]: Procura arquivos que tiveram seu status alterado há [n] minutos atrás;
  • -cnewer [arquivo]: Procura arquivos que tiveram seu status alterado depois do [arquivo];
  • -empty: Procura arquivos vazios e que sejam como arquivos regulares ou diretórios;
  • -fstype [tipo]: Procura apenas arquivos que estejam gravados em sistemas de arquivos do tipo especificado;
  • -gid [n]: Procura por arquivos cujo GID seja [n];
  • -group [grupo]: Procura por arquivos que pertençam ao grupo informado;
  • -inum [n]: Procura o arquivo cujo I-node seja [n];
  • -mmin [n]: Procura arquivos que foram modificados a [n] minutos atrás;
  • -mtime [n]: Procura arquivos que foram modificados a [n] dias atrás;
  • -name [expressão]: Procura arquivos cujo nome coincida com a expressão digitada;
  • -newer [arquivo]: Procura arquivos que foram modificados depois do [arquivo];
  • -nouser: Procura arquivos cuja UID não esteja registrada no sistema;
  • -nogroup: Procura arquivos cuja GID não esteja resgistrada no sistema;
  • -path [expressão]: Realiza a busca nos diretórios que coincidam com a expressão informada;
  • -perm [permissões]: Procura arquivos que contenham as permissões informadas, no modo octal ou literal;
  • -perm [-/+][permissões]: Aplica as permissões informadas para os arquivos encontrados;
  • -regex [expressão]: Localiza os arquivos que coincidirem com a expressão regular informada. Lembre-se que expressões simples são diferentes de expressões regulares;
  • -size [n][b/c/k/w]: Localiza os arquivos cujo tamanho seja [n] múltiplos de:
    • b: 512 bytes;
    • c: 1 byte;
    • k: 1 kilobyte;
    • w: 2 bytes.
  • -type [tipo]: Procura por arquivos que sejam de um tipo específico:
    • b: dispositivo de bloco;
    • c: dispositivo de caracter;
    • d: diretório;
    • p: duto nomeado (FIFO);
    • f: arquivo regular;
    • l: link simbólico;
    • s: soquete.
  • -uid [número]: Procura por arquivos cuja UID seja igual ao [número];
  • -used [n]: Procura por arquivos que tenham sido acessados [n] dias após seu status ter sido modificado;
  • -user [usuário]: Procura por arquivos cujo dono seja o [usuário].

O caminho é o diretório dentro do qual se vai realizar a busca. Para buscar em todo o sistema de arquivos, deve-se colocar /. Se a busca for feita no diretório atual, pode-se ignorar esse parâmetro.

A expressão deve ser o nome do arquivo que se está procurando, com ou sem curingas. Essa expressão pode ser omitida dependendo da opção de pesquisa que se esteja utilizando.

Ações:

É possível realizar ações com os arquivos encontrados. Isso é muito útil quando é necessário realizar uma determinada operação com todos os arquivos do sistema que tenham determinadas características.

As principais ações que podem ser executados são:

  • -exec [comando] [prefixo]{}[sufixo] \;: Executa o comando nos arquivos encontrados. O comando pode ser qualquer programa do sistema. Os caracteres {} são substituídos pelo nome do arquivo encontrado. [prefixo] e [sufixo] são opcionais;
  • -ok [comando] [prefixo]{}[sufixo] \;: O mesmo que -exec, mas pergunta para o usuário antes de executar o comando em cada arquivo.

whereis

Localiza o executável, arquivo/diretório de configuração, diretórios de bibliotecas, arquivos compartilhados, código-fonte e caminho da página de manual do programa especificado.

Sintaxe:

$ whereis [opções] [programa]

Opções:

  • -b: Procura apenas pelo executável do programa;
  • -m: Procura apenas pela páginas de manual;
  • -s: Procura apenas pelo diretório do código-fonte;
  • -u: Procura no diretório atual por arquivos que não possuam alguma das entradas informadas.

Exemplos de uso:

Para ver a localização dos arquivos e diretórios do GIMP, utilizamos o whereis da seguinte forma:

$ whereis gimp
gimp: /usr/bin/gimp /etc/gimp /usr/lib/gimp /usr/share/gimp /usr/share/man/man1/gimp.1.gz

Onde:

  • /usr/bin/gimp: Executável;
  • /etc/gimp: Diretório contendo os arquivos de configuração;
  • /usr/lib/gimp: Diretório contendo as bibliotecas;
  • /usr/share/gimp: Diretório contendo os arquivos compartilhados;
  • /usr/share/man/man1/gimp.1.gz: Localização da página de manual.

Para saber apenas a localização da página de manual, utilizamos a opção -m:

$ whereis -m gimp
gimp: /usr/share/man/man1/gimp.1.gz

which

Exibe o caminho completo para o comando selecionado.

Sintaxe:

$ which [comando]

Exemplos de uso:

Para sabermos o caminho completo para comando grep, usamos:

$ which grep
/bin/grep

uname

Mostra o nome e a versão do kernel em uso.

Sintaxe:

$ uname [opções]

Opções:

  • -a: Exibe todas as informações;
  • -s: Exibe apenas o nome do kernel;
  • -n: Exibe apenas o nome da máquina na rede;
  • -r: Exibe apenas a série do kernel;
  • -v: Exibe apenas a versão do kernel;
  • -m: Exibe apenas a arquitetura de hardware;
  • -o: Exibe apenas o nome do sistema operacional.

Exemplos de uso:

fuser

Esse programa é utilizado para descobrir quais processos estão utilizando determinados arquivos ou soquetes.

Sintaxe:

$ fuser [-a/-s/-c] [-4/-6] [-n [espaço]] [-k [-i] [-[sinal]] ] [-muvf]

Parâmetros:

  • -a: Mostra todos os arquivos especificados na linha de comando. Por padrão, somente os arquivos que estão sendo usados por pelo menos um processo são mostrados;
  • -s: Modo silencioso;
  • -c: O mesmo que -m, usado para compatilidade com o padrão POSIX;
  • -4: Procura apenas por sockets de IPv4;
  • -6: Procura apenas por sockets de IPv6;
  • -n [espaço]: Especifica o espaço de nomes a usar. Pode ser:
    • file: o modo padrão, procura por arquivos;
    • udp: procura por portas UDP;
    • tcp: Procura por portas TCP:
  • -k: Matar os processos que estão acessando o arquivo;
  • -i: Pergunta antes de matar o processo;
  • -[sinal]: Informa qual o sinal deve ser usado para matar os processos. Só pode ser usado junto com o parâmetro -k;
  • -m: Utilize quando estiver se referindo ao um sistema de arquivos montado ou a um dispositivo de blocos montado;
  • -u: Exibe o nome do usuário que iniciou o processo que está utilizando o arquivo;
  • -v: Modo detalhado, com diversas informações sobre os processos.

Exemplos de uso:

Uma utilidade grande desse programa é a seguinte: suponhamos que você queria desmontar o disquete, e seja surpreendido por uma mensagem de erro, dizendo que o dispositivo de disquete está ocupado:

$ umount /dev/fd0
umount: /media/floppy0: device is busy
umount: /media/floppy0: device is busy

Se você não conseguir descobrir qual o processo que está "travando" o disquete, você pode fazer isso utilizando o fuser. Você precisará ser o administrador do sistema.

# fuser -m /dev/fd0
/dev/fd0: 2877

Agora, você pode matar o processo:

# kill 2877

Ou, se quiser, pode matar o comando automaticamente com o fuser:

# fuser -m -k /dev/fd0

Se o processo não for encerrado, utilize o sinal -9 para destrui-lo:

# fuser -m -k -9 /dev/fd0

Repare que, nesse caso, utilizamos -m porque se trata de um dispositivo de blocos, /dev/fd0. Se fosse um arquivo comum, esse parâmetro não seria usado.

Outro uso que pode ser usado por administrador de rede é procurar por processos que estejam utilizando determinadas portas. Por exemplo, pra saber qual o processo que está utilizando a porta TCP 445, utilizamos:

# fuser -n tcp 445
445/tcp: 2674

df

Mostra o espaço utilizado de cada partição.

Sintaxe:

$ df [opção] [partição]

Opções:

  • -a: Inclui na verificação os sistemas de arquivos com 0 blocos;
  • -B [tamanho]: Usa blocos do tamanho especificado;
  • -h: Exibe os tamanhos num formato de fácil compreensão (1K, 23M, 2G);
  • -H: Igual ao -h, mas usa múltiplos de 1000 ao invés de 1024;
  • -i: Mostra as informações dos inodes;
  • -k: O mesmo que -B 1K;
  • -l: Só exibe informações dos sistemas de arquivos locais;
  • -P: Usa o formato de saída POSIX;
  • –sync: Executa o sync antes de obter as informações;
  • -t [tipo]: Só mostra informações dos sistemas de arquivos do tipo especificado;
  • -T: Mostra qual o tipo do sistema de arquivos de cada partição exibida;
  • -x [tipo]: Mostra todos os tipos de sistemas de arquivos exceto o tipo especificado aqui.

Exemplos de uso:

Um exemplo simples:

$ df -h
Sist. Arq.              Tam     Usad    Disp    Uso%            Montado em
/dev/hda2               4,9G    3,1G    1,9G    63%             /
tmpfs                   59M     0       59M     0%              /dev/shm
/dev                    4,9G    3,1G    1,9G    63%             /.dev
none                    5,0M    744K    4,3M    15%             /dev
/dev/hda1               32G     5,4G    27G     17%             /mnt/windows

du

Esse comando, sigla de disk usage (uso de disco), é usado para estimar o espaço em disco usado pelos arquivos. Em outras palavras, usamos o du para saber o tamanho dos arquivos.

Sintaxe:

$ du [opções] [arquivo] Opções:

  • -a: Exibe o tamanho de todos os arquivos dentro dos subdiretórios do diretório especificado, e não somente dos arquivos imediatamente dentro do diretório;
  • –aparent-size: Exibe o tamanho aparente, que pode ser maior ou menor que o tamanho real, dependendo de fatores com fragmentação, blocos indiretos e similares;
  • -B [tamanho]: Exibe o tamanho dos arquivos em blocos do tamanho especificado;
  • -b: Igual a -B 1;
  • -c: Exibe uma linha com o tamanho total de todos os arquivos contabilizados;
  • -D: Quando usado para links simbólicos, considera o local para onde o link aponta e não o link em si. Só considera arquivos;
  • -h: Mostra os tamanhos de forma comprensível (2K, 32M, 1G);
  • -H: O mesmo que -h, mas usa blocos de 1000 ao invés de 1024;
  • -k: O mesmo que -B 1K;
  • -L: O mesmo que -D, mas considera qualquer tipo de arquivo;
  • -S: Não mostra o tamanho dos subdiretórios;
  • -s: Mostra apenas o tamanho total de cada item (arquivo ou diretório);
  • -x: Ignora arquivos que estejam em outro sistema de arquivos;
  • -X [padrão]: Não contabiliza os arquivos que correspondam ao padrão informado;
  • -m: O mesmo que -B 1M.

Suponha que você esteja no diretório /home/davidson/, que contenha os seguintes arquivos e diretórios:

$ ls
arquivo de teste  Desktop  exe  iso           src    tmp
deb               doc      img  playlist.m3u  teste

Se quisermos ver o tamanho do arquivo playlist.m3u:

$ du playlist.m3u
8       playlist.m3u

O tamanho é exibido em KB. No caso, o arquivo tem 8 KB.

Se quisermos ver o tamanho do diretório img/:

$ du img
0       img/davidson
0       img/wallpapers
592     img/diagramacao
484     img/partition_magic
461     img/qtparted
1132    img/programacao_visual
4018    img

Veja que o tamanho em KB não é muito confortável. Usamos o parâmetro -h para que os valores sejam exibidos de uma forma compreensível:

$ du -h img
0       img/davidson
0       img/wallpapers
592K    img/diagramacao
484K    img/partition_magic
461K    img/qtparted
1,2M    img/programacao_visual
4,0M    img

Podemos também querer que sejam contabilizados os arquivos dos subdiretórios img/davidson/ e img/wallpapers/. Nesse caso, usamo o parâmetros -a:

$ du -h -a img
673K    img/bozo.bmp
44K     img/bozo.zip
0       img/davidson
0       img/wallpapers
16K     img/davidson_80×60.png
52K     img/davidson_cabeludo.jpg
172K    img/diagramacao/linux_magazine_distribuicoes.pdf
136K    img/diagramacao/linux_magazine_segurando_desktop.pdf
284K    img/diagramacao/linux_magazine_jogos.pdf
592K    img/diagramacao
28K     img/partition_magic/Thumbs.db
84K     img/partition_magic/pqmagic001.jpg
92K     img/partition_magic/pqmagic002.jpg
28K     img/partition_magic/pqmagic003.jpg
96K     img/partition_magic/pqmagic004.jpg
28K     img/partition_magic/pqmagic005.jpg
100K    img/partition_magic/pqmagic006.jpg
28K     img/partition_magic/pqmagic007.jpg
484K    img/partition_magic
565K    img/kacique01 .jpg
16K     img/qtparted/snapshot01.png
20K     img/qtparted/snapshot04.png
16K     img/qtparted/snapshot10.png
12K     img/qtparted/snapshot11.png
12K     img/qtparted/snapshot12.png
12K     img/qtparted/snapshot13.png
32K     img/qtparted/qtparted001.jpg
40K     img/qtparted/qtparted002.jpg
32K     img/qtparted/qtparted003.jpg
24K     img/qtparted/qtparted004.jpg
28K     img/qtparted/qtparted005.jpg
48K     img/qtparted/snapshot1.png
16K     img/qtparted/snapshot2.png
16K     img/qtparted/snapshot3.png
52K     img/qtparted/snapshot4.png
16K     img/qtparted/snapshot5.png
16K     img/qtparted/snapshot6.png
20K     img/qtparted/snapshot7.png
16K     img/qtparted/snapshot8.png
16K     img/qtparted/snapshot9.png
461K    img/qtparted
280K    img/programacao_visual/ferrari001.png
284K    img/programacao_visual/ferrari002.png
272K    img/programacao_visual/ferrari003.png
28K     img/programacao_visual/Thumbs.db
268K    img/programacao_visual/tux.png
1,2M    img/programacao_visual
4,0M    img

Essa lista ficou bem extensa. Se quisermos exibir somente o tamanho total de cada diretório, retiramos o parâmetro -a, acrescentamos o parâmetro -s, e nos referenciamos a img/* ao invés de img:

$ du -h -s img/*
673K    img/bozo.bmp
44K     img/bozo.zip
0       img/davidson
16K     img/davidson_80×60.png
52K     img/davidson_cabeludo.jpg
592K    img/diagramacao
565K    img/kacique01 .jpg
484K    img/partition_magic
1,2M    img/programacao_visual
461K    img/qtparted
0       img/wallpapers

Dessa última forma, porém, o tamanho total do diretório não foi informado. Para isso, basta acrescentar o parâmetro -c:

$ du -h -s -c img/*
673K    img/bozo.bmp
44K     img/bozo.zip
0       img/davidson
16K     img/davidson_80×60.png
52K     img/davidson_cabeludo.jpg
592K    img/diagramacao
565K    img/kacique01 .jpg
484K    img/partition_magic
1,2M    img/programacao_visual
461K    img/qtparted
0       img/wallpapers
4,0M    total

free

Comando muito utilizado para análise do desempenho do sistema, o free exibe informações sobre o uso de memória pelo computador.

Sintaxe:

$ free [-b / -k / -m] [-o] [-s delay ] [-t]

Parâmetros:

  • -b: Exibe as quantidades em bytes;
  • -k: Exibe as quantidades em kilobytes;
  • -m: Exibe as quantidades em megabytes;
  • -o: Não exibe a linha -/+ buffers/cache;
  • -s [tempo]: Especifica o intervalo de tempo, em segundos, entre as atualizações das informações. Se esse parâmetro não for usado, é exibida apenas uma informação. Se usado, vai exibindo as informações indefinidamente no intervalo de tempo definido, até que o usuário pressione CTRL + C;
  • -t: Exibe uma linha com os valores totais;

Vejamos o uso mais comum do free:

$ free
             total       used       free     shared    buffers     cached
Mem:        118880     116508       2372          0       2432      38216
-/+ buffers/cache:      75860      43020
Swap:       514040     127604     386436

Aqui temos as seguintes informações:

  • Memória RAM total: 118880 KB
  • Memória RAM usada: 116508 KB
  • Memória RAM livre: 43020 KB
  • Informações em buffer: 2432 KB
  • Informações em cache: 38216 KB
  • Memória swap total: 514040 KB
  • Memória swap usada: 127604 KB
  • Memória swap livre: 386436 KB
  • Buffers/Cache usados: 75860 KB
  • Buffers/Cache livres: 43020 KB

A exibição em KB pode não ser muito confortável. Se quiser que os tamanhos sejam exibidos em MB, utilize o parâmetro -m:

$ free -m
             total       used       free     shared    buffers     cached
Mem:           116        114          1          0          2         40
-/+ buffers/cache:         71         44
Swap:          501        124        377

time

Esse é um comando muito útil para medir o desempenho do sistema. Com o time podemos medir o tempo, em segundos, necessários para executar um processo ou programa.

Sintaxe:

$ time [opções] [comando]

Opções:

  • -o [arquivo]: Grava as estatísticas coletadas durante a execução do comando para o arquivo especificado, para análise posterior;
  • -a: Quando usado junto com o parâmetro -o, não apaga o conteúdo do arquivo ao gravar as estatísticas;
  • -v: Exibe os detalhes da execução do comando.

Assim, suponha que você tenha um script de backup, e queira saber quanto tempo ele demora para ser executado:

$ time backup
real    0m39.054s
user    0m28.560s
sys     0m0.689s

O campo real nos mostra quanto tempo o processo demorou para ser executado. No caso, 39,054 segundos. O campo user informa quanto tempo a CPU gastou processando apenas os dados do comando. Nesse exemplo, 28,560 segundos. O campo sys informa qual o intervalo média de espera da CPU entre cada ciclo de processamento dos dados do comando. Aqui, o tempo foi de 0,689 segundos.

uptime

Mostra o período em que o sistema permaneceu em processamento desde que foi ligado.

Uso:

$ uptime

O uptime não possui parâmetros. Basta digitar uptime no terminal. Veja um exemplo:

$ uptime
16:40:18 up  7:48,  3 users,  load average: 0.43, 0.29, 0.26

Aqui, vemos que o computador esteve ligado por 16:40 horas, mas só esteve em processamento durante 7:48 horas. Durante esse período, 3 usuários acessaram o sistema, e a carga média do sistema, que vai de 0 a 1, foi de 0,43 no último 1 minuto, 0,29 nos últimos 5 minutos e 0,26 nos últimos 15 minutos.

dmesg

Esse comando é utilizado para ver as mensagens de inicialização do sistema. Útil para analisar eventuais mensagens de erro exibidas devido a qualquer problema que esteja ocorrendo durante a inicialização.

Sintaxe:

Como as mensagens são muito extensas, utilize o more ou o less para visualizar as informações:

$ dmesg | more
$ dmesg | less

echo

Exibe mensagens na tela. Esse comando é utilizado principalmente para a construção de scripts de sistema.

Sintaxe:

$ echo [opções] [cadeia de caracteres]

Opções:

  • -n: Não insere uma nova linha;
  • -e: Ativa a interpretação de caracteres de escape, listados a seguir:
  • \NNN: Código ASCII octal do caracter;
  • \\: Barra invertida (\);
  • \a: Alerta sonoro (beep);
  • \b: Backspace;
  • \c: Não exibe a linha de final de arquivo;
  • \f: Alimentação de formulário (form feed);
  • \n: Nova linha;
  • \r: Retorno de carro (carriage return);
  • \t: Tabulação horizontal;
  • \v: Tabulação vertical.

Exemplos de uso:

$ echo "Projeto Bozolinux"
Projeto Bozolinux

$ echo -e "Primeira linha\nSegunda linha\n\tTerceira linha com tabulação horizontal"
Primeira linha
Segunda linha
        Terceira linha com tabulação horizontal

Com o uso de direcionadores, pode-se usar o echo para inserir texto em arquivos, com a seguinte sintaxe:

$ echo [mensagem] [> / >>] [arquivo]

Onde > apaga o conteúdo o arquivo, se existir, e >> adiciona o texto no final do arquivo.

Exemplos de uso:

$ echo -n > /etc/modules

Apaga o conteúdo do arquivo /etc/modules.

$ echo -e "192.168.0.35\tdavidson.bozolinux.org\tdavidson" >> /etc/hosts

Adiciona a seguinte linha no arquivo /etc/hosts:

192.168.0.35       davidson.bozolinux.org davidson

su

Esse comando é utilizado para um usuário assumir os privilégios de outro usuário do sistema.

Sintaxe:

$ su [opções] [usuário]

A digitar o comando é necessário digitar a senha do usuário selecionado. Se nenhum usuário for especificado, o sistema entende que o usuário quer assumir os privilégios de administrador do sistema (root).

Uma opção muito útil é o parâmetro -c, que permite executar um comando específico com os privilégios do usuário selecionado, e ao término da execução perder esses privilégios.

Exemplos de uso:

Um exemplo é a compilação de um pacote. O comando make install, que faz a instalação propriamente dita do pacote, só pode ser executado pelo usuário root. Assim, temos que fazer o seguinte:

$ su
password:
# make install
# exit

Ao invés disso, podemos simplesmente digitar:

$ su -c "make install"
password:

O comando será executado e, ao seu término, perdemos os privilégios de administrador de sistema.

sync

Esse comando é utilizado para gravar os dados armazenados em cache nos locais apropriados. O uso mais comum é para gravar os dados em unidades de disco removível, geralmente disquete.

Uso:

O sync não possui parâmetros. Para usá-lo, execute:

$ sync

reboot

Reinicia o computador. Por padrão, somente o root pode executar esse comando.

Sintaxe:

# reboot

shutdown

Usado para desligar o sistema. Por padrão, somente o root pode executar o shutdown.

Sintaxe:

# shutdown [opções] [hora] [mensagem de alerta]

Opções:

  • -t [tempo]: Espera o tempo especificado (em segundos) entre matar os processos e mudar de nível de execução;
  • -k: Não desliga o sistema, apenas envia a mensagem de alerta a todos os usuários que estão conectados;
  • -r: Reinicia o sistema após o desligamento;
  • -h: Desliga o computador;
  • -f: Não roda o utilitário fsck no caso de reiniciar o sistema;
  • -F: Força o uso do fsck no reinício do sistema;
  • -c: Cancela um processo de desligamento que esteja sendo executado no momento.

Em [hora] você pode especificar o horário exato para o sistema desligar, como 12:34, por exemplo, ou então utilizar +[n], para desligar o sistema daqui a [n] minutos. Para desligar o sistema imediatamente, use +0 ou a palavra now.

A mensagem de alerta será enviada a todos os usuários conectados ao sistema, para que eles tenham tempo de salvar seus arquivos e se desconectarem.

Exemplos de uso:

O uso mais comum do shutdown é para desligar o sistema o computador imediatamente:

# shutdown -h now

Utilitários de terminal

clear

Limpa a tela do terminal.

Uso:

$ clear

history

O comando history (histórico) mostra a lista dos últimos comandos executados pelo usuário corrente. Isso é útil quando há a necessidade de executar um comando extenso, com muitos parâmetros, do qual não consigamos nos lembrar, ou para fazer auditoria.

Sintaxe:

$ history [opções]

Exemplos de uso:

$ history
  462  su
  463  cd tmp
  464  cd giFT
  465  clear
  466  ls
  467  mv creed_-_inside_us_all.ogg /home/audio
  468  xmms -e /home/audio/creed_-_inside_us_all.ogg
  469  clear
  470  ls
  471  mv 04\ -\ Say\ I.ogg creed_-_say_i.ogg
  472  clear
  473  ls
  474  mv Creed\ -\ Weathered.mp3 creed_-_weathered.mp3
  475  clear
  476  ls
  477  mv Luciana\ Mello\ -\ Assim\ Que\ Se\ Faz.mp3 luciana_mello_-_assim_
que_se_faz.mp3
  478  clear
  479  ls
  480  normalize-ogg –bitrate 192 creed_-_say_i.ogg
  481  mv creed_-_say_i.ogg /home/audio/
  482  xmms -e /home/audio/creed_-_say_i.ogg
  483  clear
  484  ls
  485  normalize- mp3 –ogg –bitrate 192 creed_-_weathered.mp3
  486  mv creed_-_weathered.ogg /home/audio
  487  xmms -e /home/audio/creed_-_weathered.ogg
  488  clear
  489  ls
  490  mv avalon\ -\ the\ creed\ -\ renew\ me.mp3 avalon_-_the_creed.mp3
  491  clear
  492  ls
  493  normalize-mp3 –ogg –bitrate 192 luciana_mello_-_assim_que_se_faz.m
p3
  494  clear
  495  ls
  496  mv luciana_mello_-_assim_que_se_faz.ogg /home/audio
  497  xmms -e /home/audio/luciana_mello_-_assim_que_se_faz.ogg
  498  su
  499  giftd -d
  500  giFTcurs
  501  cd
  502  clera
  503  ls
  504  clear
  505  ls
  506  apt-cache search java | more
  507  su
  508  giftd -d
  509  ls dire || echo "O diretório não existe"
  510  ls dire &> /dev/null || echo "O diretório não existe"
  511  clear
  512  ls
  513  mv deb exe iso src download/
  514  clear
  515  ls
  516  su
  517  clear
  518  history
  519  history | more
  520  cd /tmp
  521  clear
  522  history | tee log

Para executar novamente o comando apt-cache search java | more, basta anotar o seu número, e dar o comando:

$ !506

Para procurar um determinado comando, use o history em conjunto com o grep. Vamos, por exemplo, procurar pelo comando normalize, pra ver quais parâmetros devemos usar:

$ history | grep normalize
  480  normalize-ogg –bitrate 192 creed_-_say_i.ogg
  485  normalize-mp3 –ogg –bitrate 192 creed_-_weathered.mp3
  493  normalize-mp3 –ogg –bitrate 192 luciana_mello_-_assim_que_se_faz.m
p3
  503  history | grep normalize

Agora, podemos ver os parâmetros que usamos anteriormente.

Existem outros métodos de utilização do history, que podem ser vistos na sua página de manual:

$ man history

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Utilizando Chmod

December 11th, 2009 Fabricio No comments

Chmod Descrição

u ->usuário (dono do grupo)
g -> group
o -> other (usuários de outros grupos)
a -> all (todos usuarios de todos os grupos
+ -> adiciona permissoes
- -> remove permissoes
= -> iguala permissoes
r -> read (leitura)
w -> write (escrita)
x -> execute (execução)

Forma Octal

0: sem premissão alguma se for uma pasta o usuário sequer pode ver o conteúdo
1: só executar (não é possível ler o arquivo ou alterá-lo, apenas executrar um programa) "x -> execute (execução)"
2: permissões de gravação "w -> write (escrita)"
3: permissao de gravação e execução "wx"
4: apenas leitura "r -> read (leitura)"
5: permissao de leitura e execução "rx"
6: permissao de leitura e gravacao "rw"
7: permissao de leitura, gravacao e execucao "rwx"
6+1 = 7
3+4 = 7

Sabemos que um arquivo ou diretório possui 3 modos de
permissão. Uma permissão para o DONO do arquivo ou seja, quem o criou,
uma outra permissão para o GRUPO do usuário dono do arquivo, e outra
permissão para QUALQUER outro usuário ou grupo.
Sabendo disso, temos a tabela final abaixo :

       (u)        (g)          (o)
     dono    grupo    outros
      rwx       rwx        rwx
0 -  000       000        000      |0: sem premissão alguma
1 -  001       001        001      |1: só executar um programa "x -> execute (execução)"
2 -  010       010        010      |2: permissões de gravação "w -> write (escrita)"
3 -  011       011        011      |3: permissao de gravação e execução "wx"
4 -  100       100        100      |4: apenas leitura "r -> read (leitura)"
5 -  101       101        101      |5: permissao de leitura e execução "rx"
6 -  110       110        110      |6: permissao de leitura e gravacao "rw"
7 -  111       111        111      |7: permissao de leitura, gravacao e execucao "rwx"

Eu tenho um arquivo qualquer chamado abc.doc que se encontra na minha pasta documentos e eu quero permissão total para o dono [eu], permissao de apenas leitura para o meu grupo e nenhuma permissao para o resto do mundo.
Ex:

Primeiramente abra um terminal e digite o seginte comando:
fabricioo@hostweb-sup2:~$ id
uid=1005(fabricioo) gid=1003(fabricio) grupos=0(root),4(adm),20(dialout), 21(fax),24(cdrom),25(floppy),26(tape), 29(audio),30(dip),44(video),46(plugdev), 104(fuse),106(lpadmin),112(netdev),121(admin), 122(sambashare),129(libvirtd), 1003(fabricio)

"comando id serve para mostrar a identificação do usuario logado atualmente no sistema e seus atributos"
OBS: nessa saida que apareceu logo após utilizarmos o comando "id" observaremos apenas as informações iniciais como:
uid="1005(fabricioo) gid=1003(fabricio)" onde,
                   ^                                 ^
             usuário                        grupo

Depois de verificarmos o usuário e grupo ao qual ele pertence agora sim podemos começar a utilizar o comando chmod.
Dentro da pasta documentos verificaremos as permissões em que o arquivo "abc.doc" encontra-se com  o comando ls -l
 
fabricioo@hostweb-sup2:~/Documentos$ ls -l abc.doc
-rw-r–r– 1 fabricioo fabricio 9216 2009-12-11 07:56 abc.doc

verificamos aqui que as permissões desse arquivo são de leitura e escrita pro dono (fabricioo), leitura para usuários do mesmo grupo(fabricio) que pertence ao dono(fabricioo), leitura para usuários de outros grupos diferente do grupo(fabricio),

Agora iremos alterar as permissões desse arquivo para que fique controle total ao dono(fabricioo) e leitura e escrita pro mesmo grupo(fabricioo) que pertence ao dono(fabricio), e nehuma permissão a outros usuários de outros grupos. Ocomando ficaria assim:

fabricioo@hostweb-sup2:~/Documentos$ chmod 760 abc.doc

[acompanhem na tabela que o 7=rwx, 6=rw e 0=nada]
Agora repetiremos o comando ls -l pra verificarmos o resultado dessa operção

fabricioo@hostweb-sup2:~/Documentos$ ls -l abc.doc
-rwxrw—- 1 fabricioo fabricio 9216 2009-12-11 07:56 abc.doc

Notem que pro dono as permissões agora são totais com "-rwx" pro grupo do dono ficou "rw" leitura e escrita somente e pros demais usuários de outros grupos ficou "—", sem permissão alguma, vejam que para as permissões pro dono aparecem 4 espaços "—-"
e não 3 espaços "—" como no grupo e outros, isso se dá devido o primeiro "-" no dono ser reservado para definir se estamos trabalhando permissões a um arquivo ou uma pasta, no caso se fosse uma pasta e não um arquivo apareceria um "d" e não somente um "-" no primeiro espaço e ao utilizarmos o comando "ls -l" apareceria no terminal a seguinte saída:

drwxrw—- 1 fabricioo fabricio 9216 2009-12-11 07:56 abc

Espero que todos consigam entender, porém se caso alguem tiver alguma dúvida entrem em contato que farei o possível pra esclarecer!

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Configuração do FileZilla

December 4th, 2009 Fabricio No comments

Esta página contém instruções para configuração de uma conta de FTP no programa FileZilla. O FileZilla é um programa de FTP gratuito (Open Source) disponibilizado em filezilla-project.org (deverá instalar a versão cliente e não a versão servidor). Este procedimento é válido apenas para clientes da Teia Digital.

1.º Passo

No menu Ficheiro, clique em Gestor de Sítios.

Configuração do FileZilla

2.º Passo

No lado esquerdo, clique no botão Novo Sítio.

Configuração do FileZilla

3.º Passo

Introduza o nome do seu domínio como nome para a nova conta.

Configuração do FileZilla

4.º Passo

No separador Geral, na caixa de texto Anfitrião, introduza atlas.netfolio.pt. Em Tipo de Servidor, seleccione FTPES (FTP sobre TLS/SSL explícito). Em Tipo de início de sessão, seleccione Normal. Preencha depois o Nome de utilizador e a Palavra-passe de acordo com os dados indicados na Administração Online.

Configuração do FileZilla

5.º Passo

No separador Avançado, é recomendável que escolha a Pasta local predefinida e a Pasta remota predefinida. Deste modo, o programa irá seleccionar automaticamente as pastas indicadas de cada vez que estabelecer ligação ao servidor de FTP. Em Pasta remota predefinida deverá introduzir /public_html que é a pasta onde devem ser colocadas as páginas Web no servidor. Em Pasta local predefinida, poderá indicar o caminho para os ficheiros Web no seu computador.

Configuração do FileZilla

6.º Passo

No separador Configurações, em Modo de transferência, seleccione Passivo e, em seguida, clique no botão Ligar para estabelecer ligação com o servidor.

Configuração do FileZilla

7.º Passo

Na caixa de diálogo com a informação sobre o certificado de segurança, seleccione Confiar sempre neste certificado em sessões futuras e cliquem em OK.

Configuração do FileZilla

8.º Passo

Para enviar ficheiros (ou pastas) para o servidor, basta arrastá-los da parte esquerda para a parte direita, conforme ilustrado pela seta verde na imagem abaixo.

Configuração do FileZilla

Nas vezes seguintes que pretender ligar ao servidor, basta aceder ao menu Ficheiro, clicar em Gestor de Sítios, seleccionar o site/conta e, em seguida, clicar no botão Ligar.

 

Instruções Genéricas

Esta página contém instruções sobre acesso FTP para clientes da Teia Digital. A Teia Digital suporta o padrão preferencial para ligações seguras de transferência de ficheiros: FTPES/Explicit FTPS, protegendo desta forma os dados de início de sessão dos utilizadores e o conteúdo transmitido. Também é suportado FTP normal, mas não é recomendado, pois os dados circulam de foram desprotegida pela rede e são passíveis de serrm interceptados.

Definições de Configuração

Endereço do Anfitrição (Host): atlas.netfolio.pt
Tipo de Servidor FTPES/FTPS Explícito (porta 21) ou FTP (porta 21)
Modo Passivo Sim, é necessário activar o modo passivo.
Nome de Utilizador: O nome de utilizador indicado na Administração Online
Senha: A senha indicada aquando da criação da conta

As páginas Web deverão ser colocadas dentro do directório public_html e a página de entrada do Web site deverá ter o nome index.html, index.php ou index.htm.

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Intel apresenta processador experimental com 48 núcleos

December 3rd, 2009 Fabricio No comments
Seguindo o conceito “many-core” (“com muitos núcleos”), pesquisadores da Intel criaram um processador experimental com 48 núcleos. Chamado de SCC (Single-Chip Cloud Computer, ou Núvem Computacional em apenas um chip, em uma tradução livre) o chip é composto por 24 “tiles” dual core, cada um com 384KB de cache L2, conta com controladora de memória de quatro canais para memórias DDR3 e pode endereçar até 64GB.

imagem

Feito no processo de 45nm utilizando materiais High-K e Metal Gates, o chip de 1.3 Bilhões de transistores mede 567 milímetros quadrados e consome de 25w a 125w. Cerca de 100 desses chips serão feitos e enviados para centros de pesquisa de software, para o desenvolvimento de novas ferramentas e modelos de programação, capazes de aproveitar os processadores “com muitos núcleos” que serão lançados no futuro.

Maiores detalhes sobre o SCC podem ser conferidos nessa apresentação (em PDF) feita por Justin Rattner, CTO (Chief Technology Officer) da Intel.

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Como criar um ID no registro.br

December 3rd, 2009 Fabricio No comments

Antes de registrar um domínio no site www.registro.br você deve primeiro se cadastrar no site. Este cadastro que lhe identificará é representado por um código formado por letras e números que é chamado de ID. O termo ID é a abreviação de "Identificação". É parecido com a placa de um automóvel.

Seguindo os passos deste artigo você terá um ID e uma SENHA de acesso no www.registro.br que lhe permitirá acessar o sistema deles para registrar e administrar seus domínios.


1) Acesse o site http://www.registro.br


2) Clique na opção "Registro" como indicado na tela abaixo:

imagem1 Como criar um ID no registro.br


3) Você verá a tela abaixo. Agora clique na opção "Não tem identificação?" conforme indicado na figura:
imagem2 Como criar um ID no registro.br

4) Será mostrado um formulário que deverá ser preenchido com seus dados de forma correta como mostra a tela abaixo. Terminado o preenchimento clique no botão "Entrar".
imagem3 Como criar um ID no registro.br

5) Será mostrado uma tela parecida com a apresentada logo abaixo. Siga a orientação da mensagem exibida. Aguarde alguns minutos e verifique o e-mail que o registro.br acabou de te enviar.
imagem4 Como criar um ID no registro.br


6) Você receberá um e-mail com o seguinte título: "Autenticação do cadastro de usuário no Registro .br" contendo um link que deve ser acessado para confirmar a criação do seu cadastro. Veja um exemplo do e-mail que você receberá:
imagem5 Como criar um ID no registro.br

7) Clicando no link de confirmação recebido no e-mail você será direcionado para a página abaixo onde será mostrado seu ID que deverá ser utilizado junto com a senha informada por você no formulário. Veja um exemplo da página que será mostrada:
imagem6 Como criar um ID no registro.br

8) De posse do seu novo ID e da sua senha você já poderá acessar a página do site www.registro.br onde o registro de domínios é feito. Clique na opção "Registro" do menu e preencha os campos como mostra a tela abaixo:

imagem7 Como criar um ID no registro.br


 

pdf Como criar um ID no registro.brconvert this post to pdf.

Como registrar um domínio no Registro.br

December 3rd, 2009 Fabricio No comments

 

Registrar um domínio é um procedimento simples e que pode ser feito por qualquer pessoa sem a necessidade de conhecimento técnico ou de intermediação de outras pessoas. O registro de domínios terminados com .br ( exemplo: .com.br, .ind.br, .adv.br, etc ) é feito no site http://www.registro.br  do NIC.BR que é a entidade brasileira responsável .


Neste artigo falaremos todos os passos necessários conforme apresentado na página http://registro.br/info/novo-registro.html. Vamos lá:


1) Para registrar um domínio você deve ter um ID (Identificação) no site www.registro.br.


2) Clique na opção "Registro" como indicado na tela abaixo:


imagem8 Como criar um ID no registro.br


3) Preencha o campo com seu ID e sua senha no local indicado pela figura:


imagem9 Como criar um ID no registro.br


4) Agora você está em um painel de controle. Para registrar domínio .com.br ou qualquer outro domínio destinado a empresas clique no link "institucional". Se você for pessoa física e desejar registrar o .com.br ou qualquer domínio para pessoa física clique em "Pessoa Física". Para registrar os domínios de profissionais liberais como o .adv.br, .med.br e outros clique em "Profissional Liberal".


imagem10 Como criar um ID no registro.br

5) Será mostrado uma tela parecida com a imagem abaixo. Trata-se de um acordo que deve ser lido principalmente se for a primeira vez que você registra um domínio. No final do texto clique no botão "concordo" para poder visualizar o formulário.


imagem11 Como criar um ID no registro.br


Como registrar um domínio no Registro.br


Registrar um domínio é um procedimento simples e que pode ser feito por qualquer pessoa sem a necessidade de conhecimento técnico ou de intermediação de outras pessoas. O registro de domínios terminados com .br ( exemplo: .com.br, .ind.br, .adv.br, etc ) é feito no site http://www.registro.br  do NIC.BR que é a entidade brasileira responsável .


Neste artigo falaremos todos os passos necessários conforme apresentado na página
http://registro.br/info/novo-registro.html. Vamos lá:


1) Para registrar um domínio você deve ter um ID (Identificação) no site www.registro.br.


2) Clique na opção "Registro" como indicado na tela abaixo:

imagem12 Como criar um ID no registro.br

3) Preencha o campo com seu ID e sua senha no local indicado pela figura:


imagem13 Como criar um ID no registro.br


4) Agora você está em um painel de controle. Para registrar domínio .com.br ou qualquer outro domínio destinado a empresas clique no link "institucional". Se você for pessoa física e desejar registrar o .com.br ou qualquer domínio para pessoa física clique em "Pessoa Física". Para registrar os domínios de profissionais liberais como o .adv.br, .med.br e outros clique em "Profissional Liberal".


imagem14 Como criar um ID no registro.br


5) Será mostrado uma tela parecida com a imagem abaixo. Trata-se de um acordo que deve ser lido principalmente se for a primeira vez que você registra um domínio. No final do texto clique no botão "concordo" para poder visualizar o formulário.


imagem15 Como criar um ID no registro.br

6) Preencha o formulário com atenção e de forma correta pois ele será verificado pela equipe do registro.br. Preencha o campo chamado "Domínio" com o nome do domínio e selecione a extensão (exemplo: .com.br) na caixa ao lado. Observe que o nome do domínio não contém www. Exemplo: se você fosse registrar o domínio meuexemplo.com.br digitaria a palavra meuexemplo e selecionaria a extenção .com.br na caixa ao lado.


Você deve seguir algumas regras na hora de escolher o nome do seu domínio.
As regras básicas são:


a) O domínio deve ter no mínimo 2 e no máximo 26 caracteres (só o nome do domínio sem extensão).
b) Você pode utilizar letras e números e o hífen "-".
c) Um domínio não pode conter apenas números.
d) Não recomendamos o uso de acentuação. Menos de 10% dos usuários da internet tem navegadores compatíveis com nomes de domínio acentuado. Muitas pessoas não conseguirão acessar seu site se o domínio for acentuado. Desta forma prefira registrar domínios sem acentuação.

Preencha o número do documento corretamente, pois ele será verificado antes do domínio ser registrado. No caso de registro de domínio .com.br você deve digitar o CNPJ e os dados cadastrais da empresa que será dona do domínio. Para registro de domínios de pessoa física (.com.br ou qualquer outro) preencha o CPF corretamente e os dados da pessoa que será dona do domínio. No campo "ID técnico" você pode colocar seu ID ou o ID de algum profissional do seu provedor de hospedagem. No campo ID Cobrança deverá por seu ID ou o ID da pessoa que será responsável pelo pagamento da taxa de registro cobrada por eles.


imagem16 Como criar um ID no registro.br

Nos campos de "Delegação de DNS" coloque as informações que foram passadas pelo Provedor de Hospedagem quando seu plano de hospedagem foi ativado.

Você deverá preencher o campo "Nome" do Servidor Master e o campo "Nome" do Servidor Slave 1(esse campos são nome dos servidores dns). Os campos de IP, IPv6 e todos os outros campos ficam em branco. Se desejar informar o DNS depois deixe todos os campos em branco e desta forma você terá 14 dias para retornar e preencher esta informação que será fornecida quando seu plano de hospedagem for ativado.

imagem17 Como criar um ID no registro.br

7) O registro.br te enviará um e-mail com informações sobre a ativação do seu domínio. Se você já informou os dados de DNS o domínio entrará na fila do próximo processo de publicação que ocorre a cada 30 minutos. Quando este processo de publicação ocorrer seu domínio passará a funcionar. Caso ainda não tenha fornecido os dados de DNS você terá 14 dias para fazer isto. Observe que seu domínio não estará registrado durante estes 14 dias. O registro só é executado quando os dados de DNS são fornecidos e a numeração do seu CPF ou CNPJ é verificada pela equipe deles. Você também receberá um email com os dados para pagamento da primeira anuidade de R$ 30,00 cobrada por eles pelo registro do seu domínio. O pagamento é feito por boleto que você poderá imprimir pelo site deles. O domínio será registrado antes de qualquer pagamento. No caso de domínios.ORG. BR ou qualquer outro que exija o envio de documentos pelos correios o registro só será concluído quando você enviar os documentos solicitados para eles.

 

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